Você está aqui

Secretário do Tesouro admite rever estimativa de superávit primário para 2017

  • 29/03/2016 19h56publicação
  • Brasílialocalização
Wellton Máximo – Repórter da Agência Brasil

Um dia depois de enviar ao Congresso Nacional proposta que prevê a volta do superávit primário – economia para pagar os juros da dívida pública – em 2017, o governo admitiu que pode rever as projeções. Segundo o secretário do Tesouro Nacional, Otavio Ladeira, o novo número constará da proposta da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2017, que será enviada ao Congresso em 15 de abril.

Brasília - O secretário do Tesouro Nacional interino, Otavio Ladeira de Medeiros, comenta o Resultado Primário do Governo Central relativo ao mês de dezembro de 2015 (Elza Fiúza/Agência Brasil)

Para Otavio Ladeira, as projeções enviadas ao Congresso estão desatualizadasArquivo/Elza Fiúza/Agência Brasil

Na proposta enviada ontem (28) ao Congresso, a equipe econômica estima superávit primário de R$ 71,27 bilhões no próximo ano, equivalente a 1,3% do Produto Interno Bruto (PIB, soma dos bens e serviços produzidos no país) para 2017. Para 2018, o governo estima superávit de R$ 122,5 bilhões: 2% do PIB. O resultado engloba as contas da União, dos estados e dos municípios.

Segundo Ladeira, as projeções enviadas ontem ao Congresso estão desatualizadas. “Os números para 2017 e 2018 são os mesmos da LDO deste ano”, esclareceu. Ele não adiantou novos valores, mas disse que as projeções fiscais para os próximos dois anos serão mais factíveis com o atual momento da economia.

As estimativas de superávit para 2017 e 2018 constam do projeto de lei que pede a alteração da meta fiscal para este ano. Em vez de superávit primário de R$ 24 bilhões para o Governo Central (Tesouro Nacional, Previdência Social e Banco Central), a equipe econômica pede autorização para fechar 2016 com déficit de até R$ 96,7 bilhões.

De acordo com o secretário, mesmo com a queda da arrecadação provocada pelo agravamento da crise econômica, o governo continua empenhado em alcançar a meta original enquanto o Congresso não aprova a alteração da meta. “A meta que continua valendo é a de R$ 24 bilhões. É com esse número que trabalhamos”, concluiu o secretário.

Edição: Armando Cardoso