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Índice que reajusta aluguel atinge 11,09% no acumulado de 12 meses

Em maio, a alta foi de 0,82%, maior que a registrada em abril (0,33%)

Publicado em 30/05/2016 - 10:21

Por Marli Moreira – Repórter da Agência Brasil Rio de Janeiro

Itaboraí (RJ) - Anúncio de aluguel de lojas e salas se espalham pela cidade. O desemprego aumentou após a redução das obras do Comperj (Tânia Rêgo/Agência Brasil)

Itaboraí (RJ) - O IGP-M serve de base de cálculo para o reajuste do aluguelTânia Rêgo/Agência Brasil

O Índice Geral de Preços do Mercado (IGP-M) atingiu alta de 0,82% em maio. A variação é maior que a registrada em abril (0,33%) e que a do mesmo período do ano passado (0,41%). Desde janeiro, o índice já subiu 4,15% e, em 12 meses, o IGP-M acumula alta de 11,09%.

Apurado pelo Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (Ibre/FGV), o IGP-M serve de base de cálculo para o reajuste do aluguel. O resultado de maio reúne as variações de preços coletados entre os dias 21 de abril até o último dia 20.

Dois dos três subcomponentes apresentaram avanços no ritmo de correção: o Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA) que passou de 0,29% para 0,98% e o Índice de Preços ao Consumidor (IPC), que passou de 0,39% em abril para 0,65. Já o Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) aumentou 0,19%, variação inferior a apurada em abril (0,41%).

No IPA, a elevação mais significativa foi constatada no grupo Matérias-Primas Brutas com variação de 2,64% ante aumento de 1,78%, em abril. Entre as maiores altas estão: a soja em grão (de -1,59% para 12,38%), a mandioca (de -12,71% para -9,80%) e o milho em grão (de 7,59% para 7,93%). No mesmo período, houve redução na velocidade de correção da laranja (de 15,20% para 0,85%) e da cana-de-açúcar (de 2,97% para 0,36%), bem como queda de preços dos bovinos (de 0,01% para -2,28%).

Nos preços do varejo, medido por meio do IPC, foram verificados acréscimos em cinco dos oito grupos pesquisados com destaque para habitação (de -0,28% para 0,38%), que teve influência da tarifa de eletricidade residencial (de -3,65% para 0,41%).

Em relação ao INCC, ocorreram decréscimos tanto em materiais, equipamentos e serviços (de 0,29% para 0,04%) quanto em mão de obra (de 0,52% para 0,32%).

Edição: Denise Griesinger

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