Rio prepara políticas públicas para enfrentar arrastões nas praias

Publicado em 14/11/2014 - 12:11 Por Da Agência Brasil - Rio de Janeiro

O vice-prefeito e secretário municipal de Desenvolvimento Social do Rio de Janeiro, Adilson Pires, se reuniu hoje (14) com representantes de órgãos de segurança pública e de proteção à criança e ao adolescente para elaborar um plano de ações integradas com o objetivo de preservar os direitos de jovens em situação de vulnerabilidade social. Ele disse que o motivo foi os recentes casos de roubos e furtos cometidos por adolescentes nas regiões do centro e da zona sul e pela atuação dos policiais na repressão aos jovens que frequentam as praias cariocas.

Para o vice-prefeito, a questão das crianças e dos adolescentes infratores é responsabilidade de todos os representantes do poder público do Rio. “Todos temos a ver com esse problema. Pensaremos de forma coletiva um protocolo de procedimentos. A partir da semana que vem executaremos as propostas que poderão dar conta dessa demanda social e prestar um esclarecimento à sociedade”.

Durante a reunião, a Secretaria Municipal de Desenvolvimento Social (SMDS) apresentou um planejamento prévio com informações sobre o serviço de abordagem e sugestões para elaboração de um plano com divisão de responsabilidades e competências dos órgãos envolvidos. Dentre as medidas que devem ser executadas a partir de segunda-feira (17) está a criação de duas centrais de recepção para o apoio social aos jovens, em pontos estratégicos do Centro e da Zona Sul da capital.

Segundo a secretaria, nestes locais estarão profissionais como conselheiros tutelares e profissionais ligados a órgãos responsáveis pelas políticas de preservação dos direitos humanos. Essas pessoas poderão acelerar os encaminhamentos, de acordo com a situação de cada criança e adolescente atendido, bem como organizar o retorno do jovem ao seu município de origem por meio de acolhimento, levantamento, contexto social, localização da família e outros serviços.

Estiveram presentes no encontro representantes das delegacias de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA) e da Criança e Adolescente Vítima (DCAV), do Departamento Geral de Ações Socioeducativos (DEGASE), da Secretaria Especial de Ordem Pública (SEOP), da Guarda Municipal, do Conselho Tutelar, além da Defensoria Pública e do Ministério Público.

Edição: Marcos Chagas

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