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Ministra defende união de setores progressistas para manter conquistas sociais

  • 23/07/2015 20h54publicação
  • Rio de Janeirolocalização
Da Agência Brasil

Ao participar hoje (23), no Rio, do seminário Acesso e Serviços como Direito, promovido pelo Instituto dos Arquitetos do Brasil (IAB), a ministra do  Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Tereza Campello, ressaltou a importância de propor medidas para melhorar os serviços públicos para as populações mais afastadas dos centros urbanos, que enfrentam maior “precariedade de vida”.

“Temos que juntar setores progressistas para manter essas conquistas sociais, até porque elas ainda são insuficientes. Precisamos estar muito atentos para garantir que esse momento de crise não tenha impacto e piore a situação da população pobre, mas que, ao contrário, ela seja preservada e tenha cada vez mais acesso a serviços públicos. Isso exige de nós  [governo] um esforço maior neste momento e mais articulação entre os setores de poder”, afirmou Tereza.

Para a ministra, garantir esses serviços é um passo fundamental na trajetória de enfrentamento à pobreza, uma vez que já foi construída no país uma legislação “muito robusta”, com leis que garantem direitos para a população.

Durante o encontro, o pesquisador e coordenador do Instituto Brasileiro de Análises Sociais e Econômicas (Ibase)  Francisco Menezes citou estudo feito em Jacarepaguá, na zona oeste do Rio, e em Queimados, na Baixada Fluminense, que mostrou uma “grande demanda” por melhoria nos serviços públicos oferecidos à população naquelas áreas.

De acordo com Menezes, o Ibase articulou um conjunto de organizações da sociedade civil que, no último ano, acompanharam o Plano Brasil sem Miséria, do governo federal, e contribuíram para manter o tema da pobreza na agenda dos movimentos sociais como questão fundamental.

O pesquisador disse que a iniciativa do Ibase gerou entrevistas com famílias beneficiárias do Programa Minha Casa, Minha Vida, uma pelo modelo de participação social, na qual elas próprias executaram a construção das moradias, e outra pelo modelo das empreiteiras. Menezes citou algumas das principais necessidades dos moradores com relação aos serviços públicos no entorno da região onde vivem os entrevistados.

“Os moradores beneficiados pelo programa apontaram diversos problemas. Um deles é na questão do transporte. Muitos trabalham em locais distantes de onde moram. e isso custa muitas horas do dia para deslocamento, com algumas dessas pessoas passando horas em pé dentro do ônibus”.

Edição: Maria Claudia