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Comitê Rio 2016: teste de maratona aquática para os Jogos funciona bem

  • 23/08/2015 20h24publicação
  • Rio de Janeirolocalização
Cristina Indio do Brasil - Repórter da Agência Brasil

Prova feminina da maratona aquática em Copacabana, no Rio de Janeiro (Cristina Indio do Brasil/Agencia Brasil)

Prova feminina no teste de maratona aquática para as Olimpíadas Rio 2016, na Praia de Copacabana, no Rio de JaneiroCristina Indio do Brasil/Agencia Brasil

O diretor de Gestão de Instalações do Comitê Organizador dos Jogos Olímpicos Rio 2016, Gustavo Nascimento, disse hoje (23) que a equipe de cerca de 100 pessoas que trabalhou para o evento-teste internacional de maratona aquática - que começou ontem (22) com a prova masculina – comprovou que o mar do Rio pode ser usado para os Jogos Olímpicos 2016.

O teste terminou neste domingo com a competição entre as mulheres, na Praia de Copacabana, zona sul do Rio de Janeiro. Segundo Nascimento, foi um bom trabalho, apesar das condições adversas do mar, que estava mais agitado nos dois dias de competição.

“Agora é ajuste fino. A gente fez uma preparação bastante comprida para os Jogos. Quatro anos de planejamento, seis meses para preparação do teste”, destacou.

Gustavo Nascimento reconheceu, no entanto, que será necessário fazer algumas mudanças nas operações da equipe, que trabalha em conjunto para oferecer as melhores condições para os atletas competirem no ano que vem.

“Treino, comunicação, operação de rádio, posicionamento diferente e um ajuste dos equipamentos das boias. Enfim, de todos os componentes da operação. Não tem nada específico que a gente fale que tem que melhorar”, apontou.

 a brasileira Ana Marcela Cunha conquistou a medalha de prata, a atleta da Grã Bretanha, Anne Payne, ficou com a medalha de ouro e a nadadora alemã Isabelle Harle ficou com o bronze

Pódio da maratona aquática: a brasileira Ana Marcela Cunha foi prata, a inglesa Anne Payne, ouro, e a alemã Isabelle Harle, bronzeCristina Indio do Brasil/Agência Brasil

A nadadora baiana Ana Marcela Cunha, que conquistou a medalha de prata no evento-teste em Copacabana e já tem garantida a vaga para 2016, informou que os atletas vão fazer relatos aos organizadores, com avaliações sobre as condições da competição. O diretor adiantou que será uma avaliação criteriosa do que aconteceu e que os atletas vão identificar o que pode melhorar, especialmente, para enfrentar as condições adversas da prova em mar aberto. Em 2016, será a primeira vez, na história dos Jogos Olímpicos, que a competição será nessas condições.

“Hoje, nosso maior patrimônio é o aprendizado. A gente escuta sempre os atletas, as equipes e a federação internacional. Esse é o retorno do investimento de tempo e de dinheiro que o comitê tem aqui em qualquer evento-teste”, garantiu.

A meta agora, segundo Nascimento, é fazer uma avaliação, escutar de novo os atletas, quantas vezes forem necessárias, e fazer o que é possível para prover as melhores condições para a competição. "A natureza do nosso negócio é o esporte, e nesse a gente não pode errar”, assegurou.

Meteorologia

Gustavo Nascimento acrescentou que a situação adversa do mar menos calmo para o evento-teste já era esperada, devido à previsão meteorológica.

O nadador brasileiro Allan do Carmo, vencedor da prova masculina ontem (22), disse que, para os atletas, o trabalho realizado pelos meteorologistas é fundamental para que possam definir estratégias na competição.

“Isso muda muito a estratégia. Tem atletas que nadam melhor com a água paradinha, outros que têm a facilidade de nadar com o mar mais mexido. Isso influencia muito a característica de cada prova, no estilo de nado de cada um. Se souber como vai estar no dia, influencia em toda uma parte técnica de cada atleta”, comentou.

Avaliações

O técnico da nadadora Ana Marcela, Fernando Possetti, sentiu falta de uma embarcação para levar as atletas até o pórtico de onde saltariam para o mar. Elas foram nadando até o local, distante da areia. O diretor disse que a organização também queria que fosse assim, mas não foi possível, diante das condições do mar. “A gente fez isso para o paratriatlo [no fim de julho], o mar deixou, mas nestes dois dias não foi possível. Gostaríamos de atracar o barco aqui como é feito na colônia de pescadores, mas não foi possível, por causa das condições do mar.”

Enquanto, no mar, as atletas disputavam as colocações, na areia, a cabeleireira Aparecida Pinheiro fazia sua caminhada diária sem ser incomodada pela equipe da organização. “A nutricionista disse que tenho que perder 21 quilos”, revelou sem parar o exercício. Protegida com chapéu para escapar dos raios fortes de sol, ela comentou que os Jogos Olímpicos são "uma maravilha, tudo de bom". "Espero que os brasileiros ganhem”.

Para o gestor do Comitê Organizador dos Jogos Olímpicos Rio 2016, Gustavo Nascimento, a permanência de banhistas e pessoas fazendo exercícios na areia não atrapalhou a realização da prova. “Prover barreira física e gerar atratividade para essa barreira impõe mais riscos do que fazer controle de presença com homens. Funcionou muito bem. Hoje, a gente tem que avaliar esses riscos, falar com a segurança, com nosso pessoal de inteligência,para ver quais ações precisam ser tomadas. Mas, a princípio, a operação com apoio presencial funcionou perfeitamente.”

Edição: Maria Claudia