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Cai percepção de segurança dos moradores da cidade de São Paulo em 2015

  • 19/01/2016 10h04publicação
  • São Paulolocalização
Daniel Mello – Repórter da Agência Brasil
São Paulo - Polícia Militar usa bombas de gás e tropa de choque em protesto de universitários da USP contra reorganização escolar (Foto Fernanda Cruz/Agência Brasil)

São Paulo - Caiu de 10% para 7% o percentual de moradores de São Paulo que consideram a cidade seguraFernanda Cruz/Agência Brasil

A percepção de segurança dos moradores de São Paulo caiu 3 pontos percentuais em 2015. A pesquisa Indicadores de Referência de Bem-Estar no Município (Irbem), divulgada hoje (19), mostra que apenas 7% das pessoas que vivem na capital paulista consideram a cidade segura ou muito segura. O levantamento, da Rede Nossa São Paulo, ouviu 1,5 mil pessoas entre 30 de novembro e 18 de dezembro de 2015. A pesquisa anterior, no final de 2014, apontou que 10% dos entrevistados consideravam a cidade segura.

Também caiu, de 37% para 23%, o percentual dos que acham que houve melhora na qualidade de vida na capital paulista. Além disso, aumentou, de 13% para 36%, os que consideram piora nas condições de bem-estar. Subiu ainda o número de pessoas que mudariam de cidade se pudessem – passou de 57%, no levantamento anterior, para 68% nesta pesquisa.

Poder Público

Caíram as avaliações relacionadas à atuação do Poder Público. Apenas 5% dos moradores de São Paulo aprovam, como ótima ou boa, as ações da Câmara Municipal. Para 71% dos entrevistados, o trabalho dos vereadores é ruim ou péssimo.

Em relação à administração do prefeito Fernando Haddad, caiu de 15% para 13% os que avaliam o governo como ótimo ou bom. De 45% para 31%, os que consideram regular. Aumentou de 40% para 56% os que dizem que a administração é ruim ou péssima.

Sobre a crise hídrica que atinge a cidade ao longo dos últimos dois anos, aumentou de 61% para 67% os que creditam o problema à Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp). Para 45% da população, a falta de água foi provocada por falta de planejamento do governo estadual. Na pesquisa anterior, o índice era 42%.

Edição: Talita Cavalcante