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Movimentos em protesto contra Dilma vão à Avenida Paulista

  • 13/03/2016 17h43publicação
  • São Paulolocalização
Camila Boehm – Repórter da Agência Brasil

São Paulo - Manifestação na Avenida Paulista, região central da capital, contra a corrupção e pela saída da presidenta Dilma Rousseff (Rovena Rosa/Agência Brasil)

São Paulo - Manifestação na Avenida Paulista, região central da capital, contra a corrupção e pela saída da presidenta Dilma RousseffRovena Rosa/Agência Brasil

Milhares de pessoas e pelo menos seis movimentos diferentes ocupam a Avenida Paulista, na tarde de hoje (13), com carros de som, para pedir a saída da presidenta Dilma Rousseff do governo. Um dos principais movimentos, o Vem Pra Rua, deu início ao seu ato às 15h, com a reprodução do Hino Nacional e a liberação de balões. Os manifestantes, porém, já ocupavam a avenida desde as 10h.

O líder do Vem Pra Rua, Rogério Chequer, questionado sobre os episódios da última semana envolvendo o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, como a condução coercitiva para depor à Polícia Federal (PF) e a denúncia do Ministério Público de São Paulo (MP-SP), disse que “o resultado está aqui na Paulista hoje, isso só indignou mais o povo”.

Segundo ele, “a população é que está mostrando para esse governo que ele não tem mais a legitimidade de estar no poder”. O Vem Pra Rua, de acordo com Chequer, tem um programa político de longo prazo que inclui, como primeiro passo, o impeachment de Dilma. “E que o impeachment venha seguido de uma transição pacífica e uma coalizão entre os movimentos e partidos de oposição para conseguir retomar o crescimento brasileiro. Não é hora de brigar, é hora de se unir”, disse.

O coordenador nacional do Movimento Brasil Livre, Fernando Holiday, disse que viu com bons olhos as ações da PF e do MP-SP. “Afinal de contas, isso prova, de certa forma, que as instituições estão funcionando no nosso país e que não há pessoas acima da lei, nem mesmo o ex-presidente Lula, que já foi um dos presidentes mais populares da história do país e hoje é uma grande decepção.”

“Existe uma mensagem mais imediata que é o impeachment da presidente Dilma Rousseff”, disse. No entanto, segundo Holiday, há também uma segunda mensagem importante: “o povo tem poder e os políticos têm de se submeter à sociedade civil, às ruas, e não o contrário”.

“Nós viemos aqui mostrar para o governo do PT e para a presidente Dilma que nós não queremos mais esse tipo de comportamento do Poder Público. Nós não aguentamos mais corrupção, incompetência e tanto abuso de direito e de recursos públicos. Nós queremos esse governo fora, chega de Dilma”, disse o presidente do Movimento Endireita Brasil, Ricardo Sales.

Ele acredita que qualquer governo será melhor que o da atual presidenta. Sobre a possibilidade de o vice-presidente assumir, Sales afirma que “o Temer será um presidente experiente, sabe lidar com o Congresso, embora esteja em um partido difícil, que é o PMDB, ele tem uma história de relacionamento com os poderes públicos”.

O representante do movimento Patriotas do Brasil Carlos Saad disse ser a favor de uma “intervenção cívica”, em que a população pediria a saída do governo atual e as Forças Armadas assumiriam o poder.

“Somos por uma intervenção cívica, porque acreditamos que este governo não dá mais e não tem quem substitua. Acreditamos que as únicas pessoas, o único órgão que pode nos salvar são as Forças Armadas”, disse.

Os movimentos Acorda Brasil e Nas Ruas também protestam na Avenida Paulista, que, aos domingos, fica fechada para programação de lazer durante todo o dia.

Edição: Lílian Beraldo