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Tremor de terra na região central de Minas atinge 3,2 graus na escala Richter

  • 24/03/2016 18h24publicação
  • Belo Horizonte localização
Léo Rodrigues - Correspondente da Agência Brasil

Moradores de Sete Lagoas (MG) e de pelo menos outras cinco cidades vizinhas, na região central de Minas Gerais, foram surpreendidos na manhã desta quinta-feira (24) por um tremor de terra de 3,2 graus na escala Richter. O abalo aconteceu às 5h05. Uma segunda atividade sísmica também foi registrada às 9h30, mas com menor intensidade.

"O tremor foi sentido em Confins, Pedro Leopoldo, Matosinhos, Capim Branco, Prudente de Morais e Sete Lagoas. Mas não teve nenhum dano", contou o soldado Alan Silva, policial militar em Matosinhos. Ele relatou ainda que moradores que acordaram assustados com o barulho e o abalo chegaram a fazer contato, mas nenhuma ocorrência foi registrada.

Ingrid Diniz, moradora de Prudente de Morais, conta que acordou assustada quando sentiu o primeiro tremor, mas voltou a dormir rapidamente. Quando despertou novamente, pensou que tinha sonhado. "Eu entendi que realmente tinha acontecido quando acessei as redes sociais e vi as pessoas comentando. Aí no segundo tremor, eu já estava no trabalho e tomei um susto", relatou.

Segundo o Observatório Sismológico da Universidade de Brasília (UnB), que monitora a atividade sísmica no país, o epicentro do tremor ocorreu a 11 quilômtros de Sete Lagoas. Ele foi sentido num raio de 20 a 25 km.

O pesquisador do observatório George Sand França explica que o impacto é mais psicológico. "As pessoas podem se assustar, sentir pânico, mas o risco é mínimo. A magnitude deste tremor não causa problemas graves nos imóveis e no máximo pode causar rachaduras em edificações com estrutura muito fraca."

Esta é a primeira vez que o observatório registra um abalo em Sete Lagoas. Porém, não é possível garantir que este tenha sido o primeiro tremor ocorrido na região. Segundo George França, é impossível prever novos abalos sísmicos, embora a possibilidade de ocorrer um tremor de maior intensidade na região seja considerada bem pequena.

Edição: Juliana Andrade