Laboratório da Bahia recebe mais um registro para fabricar teste rápido do zika

Exame fica pronto em até 20 minutos e será distribuído pelo SUS em

Publicado em 10/10/2016 - 18:08 Por Sayonara Moreno – Correspondente da Agência Brasil - Salvador

Mais um teste rápido para detectar o vírus zika obteve hoje (10), na Bahia, registro na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e será fabricado e distribuído pelo laboratório público do estado (Bahiafarma) em todo o país.

Mosquito Aedes aegypti

A Bahia registrou cerca de 55 mil casos suspeitos de vírus zika, somente este ano, em 357 municípiosArquivo/Agência Brasil

O registro na Anvisa permite que a Bahiafarma produza e distribua o teste rápido para Zika a partir do antígeno NS1. Com o teste, é possível identificar se o paciente tem o vírus Zika no organismo, - independente de quanto tempo está infectado - ou se a pessoa já teve o vírus. Segundo a Bahiafarma, essa possibilidade não existia em outros métodos de diagnóstico existentes no mercado.

Com maior rapidez no resultado, o tratamento pode se tornar mais eficaz, pois o contágio pode ser confirmado assim que surgem os sintomas da doença e o tratamento é iniciado imediatamente. Diferentemente do teste rápido, lançado no primeiro semestre na Bahia, que detecta os anticorpos no organismo por volta do cinco dia após a infecção pelo vírus. 

A Bahiafarma é o primeiro laboratório público do país a desenvolver e registrar o teste rápido Zika NS1. Em relação a outros países, o laboratório informou que há interesse no produto brasileiro, pois poucos fabricantes têm a tecnologia e o preço é considerado atrativo, por serem testes “de alta qualidade a preços muito competitivos”. 

De acordo com a última atualização da Secretaria de Saúde da Bahia, o estado registrou cerca de 55 mil casos suspeitos de vírus zika, somente este ano, em 357 municípios baianos.

* Texto atualizado às 18h50 para esclarecimento de informação. O registro anunciado hoje (10) não se refere a teste lançado no primeiro semestre no estado, mas a um novo teste. Diferentemente do informado, o Ministério da Saúde ainda está em fase de compra dos testes que serão usados no SUS. 

 


 

Edição: Fábio Massalli

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