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Justiça nega pedido de transferência de Eike para outra unidade prisional

Publicado em 09/02/2017 - 22:22

Por Cristina Índio do Brasil - Repórter da Agência Brasil Rio de Janeiro

Rio de Janeiro - Empresário Eike Batista deixa a sede da PF, na região portuária do Rio, após depoimento na Delegacia de Combate ao Crime Organizado e Desvio de Recursos (Fernando Frazão/Agência Brasil)

Eike Batista deixa a sede da PF, na região portuária do Rio, após depoimentoFernando Frazão/Agência Brasil

O juiz Marcelo Bretas, da 7ª Vara Federal Criminal do Rio, responsável pela Operação Lava Jato no estado, negou hoje (9) o pedido da defesa do empresário Eike Batista para que ele fosse transferido para uma outra unidade. Ele está preso desde o dia 30 de janeiro na Penitenciária Bandeira Stampa (Bangu 9), no Complexo Penitenciário de Gericinó, em Bangu, na zona oeste do Rio.

O advogado de Eike Batista, Fernando Martins, disse que a defesa ainda vai analisar a decisão para definir os próximos passos. “Nós fizemos este pedido com a preocupação quanto à integridade física [dele] e agora vamos analisar esta decisão, que saiu agora à noite, para ver que medidas judiciais vamos adotar”, informou.

Na decisão, o juiz afirmou que não podia atender ao pedido da defesa porque não há sinais de que o empresário queira colaborar com a Justiça. O advogado de Eike, entretanto, disse que na verdade o empresário ainda não teve oportunidade de prestar os esclarecimentos. “Ele não foi em nenhum momento chamado para prestar esclarecimentos em juízo. É um pouco cedo para que a gente possa ter esta percepção”, avaliou Martins.

O advogado lembrou que a defesa têm dito que ele está à disposição para prestar todos os esclarecimentos, desde que seja em juízo ao longo do processo. "Ele ainda não foi denunciado, ainda não houve o momento de prestar os esclarecimentos em juízo e ainda não foi possível”, indicou.

Para reforçar o seu argumento de que não há intenção do empresário em colaborar com a Justiça, na decisão, o magistrado destacou que Eike Batista viajou para Nova York e que pode ter recebido informações sobre a Operação Eficiência, que foi deflagrada dois dias depois da partida dele para os Estados Unidos. O advogado garante que isso não procede. “Primeiro que ele viajou dois dias antes da operação e, depois, quando tomou conhecimento, voltou. Não teria sentido ficar dois dias fora. Não tem sentido isso”, apontou.

Edição: Amanda Cieglinski

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