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Pediatras brasileiros alertam para surto de poliomielite na Venezuela

Publicado em 14/06/2018 - 16:03

Por Paula Laboissière - Repórter da Agência Brasil Brasília

A Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) divulgou nota pública alertando para a necessidade de atenção redobrada diante da detecção de um surto de poliomielite na Venezuela.

No documento, a entidade orienta pediatras a estarem atentos a possíveis casos de paralisia flácida aguda e adequada investigação. A preocupação, segundo a SBP, se deve ao aumento do fluxo de imigrantes pelas fronteiras brasileiras, em especial nos estados do Norte.

Fiocruz promove hoje (08), campanha de vacinação contra sarampo e paralisia infantil. Além da vacinação há diversas atividades educativas promovidas pela instituição (Tomaz Silva/Agência Brasil)
Criança recebe dose contra a paralisia infantil Tomaz Silva/Arquivo Agênci Brasil

Os pediatras defendem ainda o reforço da manutenção de elevadas e homogêneas coberturas vacinais contra a poliomielite no Brasil – acima de 95% – até que a erradicação global seja alcançada.

Casos

Na última quinta-feira (7), a Sociedade Venezuelana de Saúde Pública informou a notificação de casos de paralisia flácida aguda no estado de Delta Amacuro, na comunidade La Playita del Volcán, Parroquia Juan Millán, município Tucupita, cujos habitantes pertencem à etnia indígena Warao.

O primeiro registro foi em uma criança de 2 anos e 10 meses, sem indicativo de vacinação prévia. Após a confirmação, a vigilância epidemiológica encontrou novas ocorrências desse tipo de paralisia, de recente aparição, também em crianças, em uma comunidade vizinha, que continuam sob investigação.

Doença

De acordo com o Ministério da Saúde, a poliomielite, também conhecida como paralisia infantil, é uma doença infectocontagiosa viral aguda, caracterizada por um quadro de paralisia flácida de início súbito.

A transmissão ocorre de pessoa para pessoa, pela via fecal-oral (mais frequente); por objetos, alimentos e água contaminados com fezes de doentes ou portadores; ou pela via oral-oral, através de gotículas de secreções (ao falar, tossir ou espirrar).

Não existe tratamento específico – todas as vítimas de contágio devem ser hospitalizadas.

A vacinação é a única forma de prevenção da poliomielite. Todas as crianças menores de 5 anos de idade devem ser imunizadas conforme esquema de rotina e em campanha nacional.

No Brasil, não há circulação de poliovírus selvagem desde 1990.

Edição: Lílian Beraldo

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