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O delegado da Polícia de Homicídios da Capital, Giniton Lages fala à imprensa sobre o caso Marielle Franco e Anderson Gomes no Palácio Guanabara, zona sul do Rio de Janeiro Tomaz Silva/Agência Brasil

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Delegado que conduziu caso Marielle vai deixar as investigações

Segundo governador Witzel, Giniton Lages fará um intercâmbio na Itália

Publicado em 13/03/2019 - 16:11

Por Akemi Nitahara – Repórter da Agência Brasil Rio de Janeiro

O delegado Giniton Lages, responsável pela condução das investigações dos assassinatos da vereadora Marielle Franco e de seu motorista, Anderson Gomes, não vai mais estar à frente do caso. A informação foi confirmada hoje (13) pelo governador do Rio de Janeiro, Wilson Witzel. Segundo ele, o delegado irá participar de um programa de intercâmbio com a polícia italiana.

“O delegado Giniton não será exonerado. Trabalhou neste caso, acumulou muita informação e nós já estávamos trabalhando em um programa com a Itália e com os Estados Unidos. Como ele está com muita experiência adquirida e nós estamos com o intercâmbio com a Itália para estudar máfia, para estudar os movimentos criminosos ele vai fazer esta troca de experiência com a polícia italiana”, disse o governador.

Witzel esclareceu que o delegado passará quatro meses na Itália para montar um programa de aperfeiçoamento para os delegados fluminenses e também ajudar na criação de um programa para os policiais italianos que virão ao Rio de Janeiro.

“Ele não está sendo afastado de nada. Ele encerrou uma fase. Esta nova fase, uma outra autoridade policial pode continuar”, disse Witzel.

Ele ainda não sabe quem irá assumir as investigações naquilo que classificou ser uma nova fase nas investigações do duplo assassinato. 

“Eu não interfiro na indicação de autoridades policiais. É uma marca do nosso governo. Só tem de fazer funcionar. O que eu me proponho, em algumas situações a fazer, é discutir uma estratégia de investigação pela experiência que eu tenho como juiz criminal, como foi no caso da Marielle”, revelou o governador.

Ele comentou que não vê problemas na troca de comando em uma investigação que já dura um ano, pois o delegado Giniton compartilhou as informações com outros delegados.

“Daqui para a frente é uma análise mais de documentos que estão sendo colhidos em buscas e apreensões. Neste momento, você colocar uma outra pessoa que está mentalmente mais tranquilo para continuar, é natural”, concluiu.

Edição: Sabrina Craide

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