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 O ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, participa de audiência pública na Comissão de Meio ambiente e Desenvolvimento Sustentável da Câmara dos Deputados. Marcelo Camargo/Agência Brasil

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Salles diz que óleo no Nordeste vem "muito provavelmente" da Venezuela

Para ministro, ao que tudo indica, material veio de navio estrangeiro

Publicado em 09/10/2019 - 14:45

Por Ana Cristina Campos – Repórter da Agência Brasil Brasília

O ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, disse hoje (9) que o óleo que vazou e que atinge diversas praias no litoral do Nordeste vem “muito provavelmente" da Venezuela. O ministro citou estudo da Petrobras, ao participar de audiência pública na Comissão de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável da Câmara dos Deputados.

 O ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, participa de audiência pública na Comissão de Meio ambiente e Desenvolvimento Sustentável da Câmara dos Deputados.
Ricardo Salles participa de audiência pública na Comissão de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável da Câmara - Marcelo Camargo/Agência Brasil

"Esse petróleo que está vindo, muito provavelmente da Venezuela, como disse o estudo da Petrobras, é um petróleo que veio por um navio estrangeiro, ao que tudo indica, navegando próximo à costa brasileira, com derramamento acidental ou não, e que nós estamos tendo enorme dificuldade de conter”, disse.

Segundo o balanço mais recente do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), a mancha de óleo atingiu 138 localidades em 62 cidades de nove estados da Região Nordeste.

O ministro salientou a dificuldade em solucionar o problema, uma vez que a origem do vazamento é indeterminada e desconhecida.

Até esta segunda-feira (7), a Petrobras já havia recolhido 133 toneladas de resíduos. Segundo o Ibama, o material oleoso é petróleo cru e, desde o dia 2 de setembro, se espalhou pelo litoral de Alagoas, Bahia, Ceará, Maranhão, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte e Sergipe.

Ontem (8), ao participar de uma audiência pública realizada pela Comissão de Fiscalização Financeira e Controle da Câmara dos Deputados, o presidente da Petrobras, Roberto Castello Branco, disse que análises laboratoriais confirmaram que a substância não provém da produção da estatal brasileira.

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Edição: Denise Griesinger

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