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Angela Merkel defende expulsão de refugiados que cometerem crimes

  • 09/01/2016 12h21publicação
  • Mainz (Alemanha)localização
Da Agência Lusa

Chanceler da República Federal da Alemanha, Angela Merkel (Wilson Dias/Arquivo Agência Brasil)

A chanceler da Alemanha, Angela Merkel(Wilson Dias/Arquivo Agência Brasil

A chanceler alemã Angela Merkel mostrou-se hoje (9) favorável a um endurecimento das regras de expulsão de refugiados condenados na Alemanha. A posição foi tomada após as agressões na cidade alemã de Colônia, na noite da passagem de ano. "Se os refugiados cometeram um delito, isso deve ter consequências, isso significa que o direito [de permanecer na Alemanha] deve ser travado se existe uma pena de prisão ou até mesmo uma pena suspensa", afirmou Merkel, citada pela agência France Presse, durante entrevista após reunião da liderança do partido União Democrata Cristã em Mainz (Sudoeste).

O Ministério do Interior alemão anunciou sexta-feira (8) que identificou 31 suspeitos que estão sendo investigados pela onda de agressões e roubos verificada na cidade de Colônia. "Dos 31 suspeitos cujos nomes conhecemos, 18 são requerentes de asilo", afirmou o porta-voz do ministério, Tobias Plate, acrescentando que são acusados de roubos e agressões. Segundo ele, ainda estão sendo identificados os autores de possíveis agressões sexuais.

A polícia estadual de Colônia confirmou mais de 120 queixas de agressão, em uma onda de ataques coordenados durante a chegada do Ano Novo, em 31 de dezembro, que reuniu na rua uma multidão.  Houve queixas sobre assaltos e abusos sexuais, que teriam sido cometidos por grupos de jovens que se encontravam entre o grande número de pessoas que comemorava a passagem de ano perto da principal estação de trens da cidade. Várias testemunhas relataram que grupos de 20 a 30 jovens adultos, “que pareciam ser de origem árabe”, cercaram e agrediram as vítimas.

Essas vítimas apontaram homens "de aparência árabe ou do Norte da África" como autores, originando um debate sobre a capacidade de a Alemanha integrar os quase 1,1 milhão de refugiados que procuraram o país em busca de asilo no último ano.