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Incêndios na Amazônia prejudicam projetos para reduzir emissões de carbono

Publicado em 13/02/2018 - 15:43

Por Da Agência EFE* Londres

Os incêndios provocados pelas secas extremas na floresta amazônica estão minando os avanços conquistados para reduzir as emissões de carbono nessa parte do planeta, revela um estudo publicado nesta terça-feira (13) pela revista Nature. A informação é da Agência EFE.

A pesquisa, desenvolvida por cientistas no Brasil, Suécia, Reino Unido e Estados Unidos, constatou a existência de uma mudança significativa na origem das emissões de carbono na Amazônia brasileira entre 2003 e 2015.

Os autores descobriram que as emissões desse gás de efeito estufa estão cada vez mais dominadas pelos incêndios florestais durante as secas extremas, frente às vinculadas aos fogos relacionados diretamente com o processo de desmatamento.

Neste sentido, sustentam que uma situação de secas extremas recorrentes durante o presente século poderia minar os avanços conquistados na redução das emissões derivadas do desmatamento nesta região.

Para este estudo, liderado por analistas do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais do Brasil, foram analisados dados de satélites e registros de gases do efeito estufa para avaliar o impacto que as secas tiveram na incidência de incêndios entre 2003 e 2015.

"Demonstramos que, apesar de haver uma queda de 76% nas taxas de desflorestamento durante os últimos 13 anos, a incidência de incêndios aumentou 36% durante a seca de 2015 a respeito dos 12 anos prévios", explicam no texto de Nature.

Durante a seca de 2015, agregam, foi registrada "a maior proporção de incêndios ativos com relação ao desmatamento", uma situação que afetou uma "área de 799.293" quilômetros quadrados.

Além disso, estimaram que, em anos de secas, as emissões provocadas exclusivamente por incêndios florestais são mais da metade que as causadas pelo desmatamento de florestas antigas.

Os pesquisadores lembram que "os registros de emissões de carbono" que servem como base para a criação de políticas ambientais devem levar em conta "a significativa" quantidade de emissões que provocam os incêndios "não vinculados ao processo de desmatamento".

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