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Internacional

Bachelet é indicada para Alto Comissariado de Direitos Humanos da ONU

Agência Brasil*
Publicado em 08/08/2018 - 14:05
Brasília
Brasília - A secretária-geral adjunta da Organização das Nações Unidas (ONU) e diretora executiva da ONU Mulheres, Michelle Bachelet, durante encontro com a bancada feminina do Congresso Nacional e mulheres líderes da sociedade civil, na sede da
© Valter Campanato/Agência Brasil

O secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), António Guterres, indicou hoje (8) a ex-presidente do Chile Michelle Bachelet para ser a próxima alta comissária das Nações Unidas para os Direitos Humanos. Porém, a indicação depende de aprovação da Assembleia Geral da ONU, formada por representantes de 193 países.

Michelle Bachelet deve substituir Zeid Ra'ad al-Hussein, da Jordânia, que deixa o cargo no final do mês, depois de mandato de quatro anos em Genebra (Suíça). Zeid se destacou no cargo por um tom crítico a governos e líderes de todo o mundo e anunciou em dezembro do ano passado que não tentaria um segundo mandato de quatro anos porque não queria fazer concessões políticas para continuar no cargo.

Guterres já informou a escolha do nome de Michelle Bachelet aos representantes da ONU. Mas não encaminhou documento formalizando a indicação.

Por enquanto não foi agendada reunião da Assembleia Geral da ONU.

História

Michelle Bachelet foi duas vezes presidente do Chile, marcando sua gestão pelas causas sociais e defesa dos direitos humanos. Tem uma história ligada à luta pela democracia, uma vez que seu pai foi vítima da ditadura de Augusto Pinochet.

Após deixar o governo, a chilena foi a primeira diretora-executiva da ONU Mulheres e atualmente lidera uma aliança internacional para a saúde das mães, os recém-nascidos e as crianças. Pediatra, Michelle Bachelet tem preocupações com saúde pública.

Nas últimas semanas, seu nome era especulado como possível substituição de Zeid, um cargo para o qual tinha postulado publicamente o suíço Nils Melzer, atualmente relator especial da ONU sobre a tortura.
 

*Com informações da Agência EFE.