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Um grupo de cerca de 20 pessoas entrou hoje (13), por volta das 5h na Embaixada da Venezuela, em Brasília José Cruz/Agência Brasil

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Grupo entra na Embaixada da Venezuela em apoio a Juan Guaidó

Vinte pessoas querem Maria Teresa Belandria no controle do local

Publicado em 13/11/2019 - 14:38

Por Pedro Peduzzi - Repórter da Agência Brasil Brasília

Um grupo de cerca de 20 pessoas entrou hoje (13), por volta das 5h na Embaixada da Venezuela, em Brasília, onde permanece até o momento em apoio a Juan Guaidó, opositor ao governo venezuelano, que se proclamou presidente daquele país.

Utilizando o mesmo tipo de vestimenta – calça comprida e camisa branca – o grupo defende que a indicada por Guaidó para o cargo de embaixadora no Brasil, Maria Teresa Belandria, passe a chefiar a representação diplomática.

Diante da situação, centenas de apoiadores – tanto do presidente Nicolás Maduro como de seu opositor autoproclamado presidente – dirigiram-se à embaixada para acompanhar de perto a situação. Alguns políticos também foram ao local para intermediar as negociações, bem como o coordenador-geral de Privilégios e Imunidades do Ministério das Relações Exteriores (MRE), Maurício Correia.

Um grupo de cerca de 20 pessoas entrou hoje (13), por volta das 5h na Embaixada da Venezuela, em Brasília
Um grupo de cerca de 20 pessoas entrou hoje (13), por volta das 5h na Embaixada da Venezuela, em Brasília - José Cruz/Agência Brasil

“Temos pessoas não reconhecidas dentro das instalações, violando o direito internacional e violentando a Convenção de Viena. Chamamos a comunidade internacional a se pronunciar sobre essa situação que vulnera os direitos humanos dos venezuelanos que vivem e moram dentro da residência oficial de nosso país”, disse o encarregado de Negócios da embaixada venezuelana, Federico Meregote.

Já a equipe indicada por Guaidó para o corpo diplomático da embaixada disse que a entrada foi facilitada por funcionários da representação diplomática. “No dia de hoje, funcionários da embaixada reconheceram Guaidó como presidente da Venezuela e fizeram a entrega da residência e dos escritórios da Embaixada da Venezuela no Brasil”, disse, em um vídeo disponibilizado nas redes sociais, o ministro conselheiro Tomás Alejandro Silva indicado por Guaidó.

“Valorizamos positivamente o reconhecimento ao governo legítimo do presidente Guaidó, e solicitamos a todos os funcionários lotados na embaixada e nos sete consulados da Venezuela [no Brasil], que adotem essa mesma decisão e se dirijam a seus locais de trabalho para trabalhar em prol de todos os venezuelanos residentes no Brasil”, disse Maria Teresa por meio de nota à imprensa.

Governo brasileiro

O Gabinete de Segurança Institucional (GSI) se manifestou sobre o caso e informou, por meio de nota, que “o presidente da República jamais tomou conhecimento e, muito menos, incentivou a invasão da Embaixada da Venezuela, por partidários do Sr. Juan Guaidó”.

Ainda segundo a nota do GSI, tais acusações são feitas por “indivíduos inescrupulosos e levianos que querem tirar proveito dos acontecimentos para gerar desordem e instabilidade” e “as forças de segurança, da União e do Distrito Federal, estão tomando providências para que a situação se resolva pacificamente e retorne à normalidade”.

Dois lados

Falando em nome do grupo que adentrou na embaixada, o engenheiro Alberto Palombo disse que o grupo é composto por “voluntários em apoio a Maria Teresa”. “A embaixadora é oficialmente reconhecida pelo governo brasileiro. Estamos aqui em apoio à causa [de Guaidó]”, disse o venezuelano à Agência Brasil. Segundo ele, o grupo que entrou na embaixada é composto exclusivamente por civis.

Entre os parlamentares que participam das negociações, está o líder do PT na Câmara, deputado Paulo Pimenta (RS). Segundo ele, “tudo leva a crer que os invasores são pessoas contratadas, em uma ação planejada para ocorrer durante a reunião do Brics, visando maior repercussão". "Trata-se de uma gravíssima violação do direito internacional; algo sem precedentes. É de responsabilidade das autoridades brasileiras garantir a integridade desse espaço, que é território venezuelano”, disse.

Edição: Bruna Saniele

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