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Manifestantes começam a se dispersar em Brasília

  • 15/03/2015 13h58publicação
  • Brasílialocalização
Luciano Nascimento - Repórter da Agência Brasil

Após cerca de quatro horas de protestos, os manifestantes começam a deixar a Esplanada dos Ministérios. Antes, portando faixas pedindo o fim da corrupção e também o impeachment da presidenta Dilma Rousseff, elas se posicionaram em frente ao Congresso Nacional.

A manifestação, que começou às 9h, teve seu ápice quando uma enorme bandeira brasileira foi estendida ao lado do espelho d'água do Congresso e os manifestantes cantaram o Hino Nacional. Alguns chegaram a entrar no lago, mas a maioria permaneceu no gramado em frente ao prédio.

A assistente social Tacília Gomes foi à manifestação com as noras e os netos. “É um direito nosso protestar. Queremos o fim da corrupção e que o dinheiro vá para a saúde e educação. Também concordo com o impeachment”, disse ela.

O funcionário público Sérgio Lettieri também foi protestar na Esplanada, acompanhado de parentes. “O país precisa de mudanças, precisar dar um basta nisso tudo que está aí”, afirmou Lettieri, referindo-se ao esquema de corrupção na Petrobras investigado pela Operação Lava Jato, da Polícia Federal.

Vestido de verde e amarelo, o analista de sistemas Jonas Gonçalves disse que seu protesto é contra a corrução. “A gente cansou de tanta corrupção e quer ver o país passado a limpo.”

Mais radical em seu posicionamento, o funcionário público Edilmar Silva manifestou-se pela saída da presidenta Dilma. “A gente quer o impeachment da Dilma. Ela tem que sair, ela é a responsável pela corrupção no país.”

Além do governo, o Legislativo também foi muito criticado por Edilmar Silva, que estava indignado com o anúncio do presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), de que pretende construir mais um anexo para ser ocupado pelos parlamentares. “É uma vergonha um presidente da Câmara vir dizer que vai gastar mais de R$ 1 bilhão para construir outra cidade dentro da Câmara”, disse Silva, referindo-se à proposta de que o novo prédio tenha lojas e restaurantes.

No auge, a manifestação chegou a ter 45 mil pessoas, segundo dados da Polícia Militar do Distrito Federal. Ainda de acordo com a PM, não houve registro de ocorrências de violência, e a manifestação seguiu tranquila ao longo de toda a manhã.

Edição: Lana Cristina