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Ao exaltar diferenças culturais, Dilma lança Jogos Mundiais Indígenas

  • 23/06/2015 22h35publicação
  • Brasílialocalização
Marcelo Brandão - Repórter da Agência Brasil
A presidenta Dilma Rousseff e o líder indígena Marcos Terena participam do lançamento nacional da primeira edição dos Jogos Mundiais dos Povos Indígenas (Valter Campanato/Agência Brasil)

Presidenta Dilma Rousseff e o líder indígena Marcos Terena lançam a primeira edição dos Jogos Mundiais dos Povos Indígenas      Valter Campanato/Agência Brasil

Em discurso de pouco mais de 20 minutos e demonstrando bom humor, a presidenta da República, Dilma Rousseff, lançou hoje (23) os primeiros Jogos Mundiais Indígenas, que ocorrerão em outubro, em Palmas, no Tocantins. Da tribuna de honra do Estádio Mané Garrincha, em Brasília, ela saudou os povos indígenas e falou mais de uma vez no respeito às diferentes culturas e à diversidade em geral. A cerimônia contou com a presença de indígenas de vários países.

“Vamos torcer juntos para que os primeiros Jogos Mundiais Indígenas afirmem nosso apreço pela diversidade, pela pluralidade e respeito à tolerância”, disse a presidenta. Ela falou em “realizar um sonho” ao promover o evento, inédito no mundo. “O que estamos fazendo é, junto com todos vocês, conseguir completar esse sonho, que é a missão de fazer desses primeiros jogos mundiais dos povos indígenas um grande sucesso”, destacou.

Durante o evento, ela ganhou de presente uma bola artesanal, feita por povos neozelandeses. Ao ser chamada para discursar, ela levou a bola e a usou, sempre sorridente, como exemplo de algo que distingue os povos brasileiros. “Aqui tem uma bola que eu acho que é um exemplo. É extremamente leve. Eu testei, fiz meia embaixadinha. Acho que a importância da bola é essa. Um símbolo da capacidade que nos distingue. Somos aqueles que têm a capacidade de jogar.”

Dilma também lembrou um dos principais alimentos da culinária brasileira e indígena como exemplo do traço cultural nacional. “Nenhuma civilização nasceu sem ter acesso a uma forma básica de alimentação, e aqui nós temos uma, a mandioca. Hoje, estou saudando a mandioca, é uma das maiores conquistas deste país.”

Ainda sobrou tempo para fazer uma brincadeira com o prefeito de Palmas, Carlos Amashta. “É um momento histórico. Mais de 2 mil atletas indígenas vão participar. Eu, de fato, não tenho a menor condição de participar de uma corrida da tora. Mas acho que o prefeito de Palmas tem que participar”, disse ela.

A cerimônia de hoje marca a abertura do congresso técnico dos jogos. É nele que será definido como funcionarão os jogos, marcados para começarem em 1º de outubro, e todo o andamento daquele que é chamado pelos organizadores de “o maior evento esportivo-cultural do mundo”. O congresso começa hoje e vai até quinta-feira (25).

Até o momento, 22 países confirmaram participação no congresso, o que indica uma disposição de enviar representantes para os jogos. Argentina, Canadá, Chile, Colômbia e Costa Rica, além de Equador, Estados Unidos, Guiana Francesa e México são alguns desses países.

Segundo a organização dos jogos, 2,2 mil indígenas participarão dos jogos. Serão 1,1 mil etnias nacionais e outras 1,1 mil de outros países. Os jogos contarão com atividades nativas de integração, jogos tradicionais demonstrativos, além de jogos ocidentais. Também serão promovidas atividades culturais, passeios turísticos e uma feira de artesanato.

Edição: Stênio Ribeiro