Você está aqui

Wagner diz estar “absolutamente tranquilo” sobre mensagens a empreiteiro da OAS

  • 07/01/2016 15h50publicação
  • Brasília localização
Paulo Victor Chagas - Repórter da Agência Brasil

O ministro-chefe da Casa Civil, Jaques Wagner, disse hoje (7) que está “absolutamente tranquilo” sobre a troca de mensagens com um empreiteiro da OAS envolvido na Operação Lava Jato. As conversas foram citadas em reportagem do jornal O Estado de São Paulo, publicada nesta quinta-feira.

Brasília - O ministro da Casa Civil, Jaques Wagner, concede entrevista coletiva após reunião com o vice-presidente Michel Temer (Valter Campanato/Agência Brasil)

Ministro da Casa Civil, Jaques Wagner, manifesta tranquilidade quanto a diálogos com ex-presidente da OAS      Valter Campanato/Agência Brasil

Segundo a reportagem, quando era governador da Bahia, o atual chefe da Casa Civil trocou mensagens de telefone com o ex-presidente da empreiteira OAS José Adelmário Pinheiro Filho, conhecido como Léo Pinheiro, um dos condenados no esquema de corrupção da Petrobras.

Nos diálogos, Wagner o executivo da empreiteira negociam apoio financeiro para a campanha do PT à prefeitura de Salvador, em 2012.  Nas mensagens, o então governador também recebeu pedidos para intermediar interesses do empresário junto ao Ministério dos Transportes.

“Em relação à matéria publicada pelo jornal O Estado de São Paulo, nesta quinta-feira (07), afirmo estar absolutamente tranquilo quanto a minha atividade política institucional, exclusivamente baseada na defesa dos interesses do estado da Bahia e do Brasil”, respondeu o ministro, por meio de nota e de sua conta no Twitter.

Wagner, que foi governador da Bahia por dois mandatos, afirma estar à disposição do Ministério Público e demais órgãos para “quaisquer esclarecimentos”. No texto, o ministro critica e diz repudiar a “reiterada prática de vazamentos" de informações consideradas por ele "preliminares e inconsistentes”. Segundo ele, esse tipo de vazamento não contribui para "andamento das apurações e do devido processo legal”.

Edição: Luana Lourenço