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Dilma: Brasil quer avançar na troca de ofertas entre Mercosul e União Europeia

  • 01/02/2016 14h24publicação
  • Brasílialocalização
Ana Cristina Campos – Repórter da Agência Brasil

Brasília - O presidente da Bulgária, Rosen Plevneliev, passa em revista as tropas, durante visita oficial no Palácio do Planalto (José Cruz/Agência Brasil)

Brasília - O presidente da Bulgária, Rosen Plevneliev, e a presidenta Dilma Rousseff, durante visita oficial no Palácio do Planalto José Cruz/Agência Brasil

A presidenta Dilma Rousseff disse hoje (1º) que o Brasil tem “todo o interesse” em avançar na troca de ofertas do acordo comercial entre Mercosul e União Europeia. “Temos interesse em avançar na negociação de um acordo que seja benéfico para o nosso bloco e para a União Europeia. Estamos seguros de poder contar com o apoio e engajamento da Bulgária nessa direção”, disse Dilma, após reunião com o presidente búlgaro Rosen Plevneliev, no Palácio do Planalto.

As negociações para um acordo entre Mercosul e União Europeia começaram no fim da década de 1990 e, desde então, avançam de maneira inconsistente. No ano passado, o diálogo foi retomado e os dois blocos chegaram a marcar a troca de ofertas para o último trimestre do ano passado, o que acabou não ocorrendo.

Brasília - A presidenta Dilma Rousseff, recebe o presidente da Bulgária, Rosen Plevneliev no Palácio do Planalto (Antônio Cruz/Agência Brasil)

Brasília – Dilma Rousseff e o presidente da Bulgária, Rosen PlevnelievAntonio Cruz/Agência Brasil

O presidente Plevneliev afirmou que a Bulgária vai trabalhar e se esforçar para que o acordo de livre comércio entre os blocos seja firmado o mais breve possível. Segundo ele, há interesse mútuo em ampliar as relações políticas e econômicas e o Brasil já ocupa o primeiro lugar do comércio búlgaro na América Latina. “A Bulgária se moderniza e pode ser porta de entrada para o Brasil na União Europeia”, disse Plevneliev.

Segundo a presidenta Dilma, a crise dos refugiados que envolve Europa, Norte da África e Oriente Médio foi um dos temas da agenda global tratados no encontro. “A crise exige soluções coletivas por parte da comunidade internacional. Por sua posição geográfica, a Bulgária é ator fundamental na resolução desse tema que afeta todos os países direta e indiretamente. E é reconhecida sua posição equilibrada nesta matéria. É preciso que se encontre solução política e abrangente para o conflito na Síria”, afirmou.

Na primeira visita oficial de caráter bilateral do mandatário búlgaro ao Brasil, foram assinados o Acordo de Previdência Social e o Memorando de Entendimento entre o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e o Ministério da Educação e da Ciência da Bulgária.

O Acordo de Previdência Social estabelece regras sobre tratamento equitativo, exportação de benefícios e legislação aplicável.

Segundo o Palácio do Planalto, a assinatura do Memorando de Entendimento entre o CNPq e o Ministério da Educação búlgaro vai permitir incrementar o intercâmbio de estudantes e de pesquisadores. O acordo facilita a realização de eventos científicos, seminários, intercâmbio de pesquisadores e o financiamento de projetos conjuntos de pesquisa.

Dilma também lembrou suas origens búlgaras pelo fato de seu pai ser um imigrante. Pedro Rousseff nasceu na cidade de Gabrovo, na Bulgária. Em 2011, Dilma visitou o país e se encontrou com parentes. Foi a primeira vez que ela visitou a Bulgária.

Edição: Denise Griesinger