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Manifestação contra impeachment reúne 50 mil pessoas em Salvador

  • 18/03/2016 18h10publicação
  • Salvadorlocalização
Sayonara Moreno - Correspondente da Agência Brasil

Manifestação contra o impeachment em Salvador

Manifestação contra o impeachment em Salvador reúne militantes, estudantes e movimentos sociais de toda a Bahia Sayonara Moreno/Agência Brasil

Militantes, estudantes e representantes de centrais sindicais movimentos sociais da Bahia realizam um ato contra o impeachment da presidenta Dilma Rousseff em Salvador desde o início da tarde de hoje (18)."Não vai ter golpe" é uma das frases mais repetidas nas vozes e cartazes de mais de 50 mil pessoas, de acordo com números da Polícia Militar, que acompanham a passeata.

Do Campo Grande, região central da cidade, as pessoas seguem em direção à  Praça Castro Alves, onde o evento será encerrado.

Bandeiras de movimentos sociais e frentes populares, cartazes e faixas são levados pelos manifestantes que se vestem, em sua maioria, de vermelho e branco. Entre as palavras de ordem, algumas em apoio ao governo da presidenta Dilma Rousseff, contra o impeachment e também contra o juiz Sérgio Moro, responsável pela Operação Lava Jato na primeira instância.

Manifestação contra o impeachment em Salvador

Os manifestantes carregam bandeiras, cartazes e faixas  em apoio ao governo da presidenta DilmaSayonara Moreno/Agência Brasil

Estudante de Serviço Social da Universidade Federal da Bahia (UFBA), Lilian Oliveira informou que participa da manifestação para mostrar o poder do movimento feminista na luta.

"Sabemos que, sem democracia, as primeiras a sofrer e ser violentadas seremos nós [mulheres]. Sem democracia, não se conquista direitos", acrescentou Lilian, de 32 anos, que integra a Marcha Mundial das Mulheres.

Representantes de movimentos sociais vieram de cidades do interior do estado para participar do evento. Maria da Graça Brito é remanescente do Quilombo Tabuleiro da Vitória, da cidade de Cachoeira, no Recôncavo Baiano. Segundo ela, é importante as mulheres negras estarem "lutando pela democracia".

"Temos uma história de resistência e uma dívida histórica do Brasil conosco. Estamos aqui para mostrar que podemos e sabemos lutar pela democracia, que está sendo ameaçada o tempo todo. Estamos mobilizados para não permitir arbitrariedades e a derrubada de uma mulher eleita democraticamente", afirmou Maria da Graça.

Manifestação contra o impeachment em Salvador

Entre os adesivos, vários com a frase "Não ao golpe"Sayonara Moreno/Agência Brasil

Acompanhando a "passeata pela democracia", como denominam os organizadores, um trio elétrico carrega bandeiras do Brasil e da Central Única dos Trabalhadores (CUT).

"Hoje é dia de festa para a democracia, porque a população brasileira quer defender o país e quer que continue a distribuição de renda e a inclusão social. As pessoas vieram dizer sim à democracia e não ao golpe. São homens, mulheres, trabalhadores e trabalhadoras,  jovens e crianças dizendo não ao golpe", informou o presidente da CUT na Bahia, Cedro Silva.

Adesivos com a frase "Não ao golpe" e máscaras satirizando o juiz Sérgio Moro (que aparece com um nariz de tucano, em referência ao PSDB) foram distribuídos entre os manifestantes, que seguem a caminhada cantando e tocando tambores.

Durante o percurso, na Avenida Sete de Setembro, estudantes e integrantes da Frente Popular da Juventude realizaram um jogral, encerrado com a frase "Dizemos não ao golpe e seguiremos em marcha".

Neste momento, os primeiros manifestantes começam a chegar à Praça Castro Alves, onde continuam cantando palavras de ordem.

Por volta das 19h, os manifestantes começaram a se dispersar.

* Matéria foi alterada às 19h20 para inclusão de novas informações.

Edição: Armando Cardoso