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Gilmar Mendes diz que Jorge Moreno serve de exemplo para momento de desunião

  • 14/06/2017 16h14publicação
  • Rio de Janeirolocalização
Flávia Villela - Repórter da Agência Brasil

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes, e o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (PMDB), prestaram condolências hoje (14) à família do jornalista José Bastos Moreno, cujo corpo foi velado nesta tarde no Cemitério São João Batista, em Botafogo, zona sul do Rio de Janeiro.

Gilmar Mendes lembrou dos mais de 40 anos de amizade com Moreno e ressaltou o talento que o jornalista tinha em agradar e ter boa relação com diferentes e muitas vezes antagônicos atores da política nacional, servindo de exemplo de união para o momento de antagonismos que vive o país.

Rio de Janeiro - Ministro do STF Gilmar Mendes durante velório do jornalista Jorge Bastos Moreno no Cemitério São João Batista, em Botafogo (Tomaz Silva/Agência Brasil)

O ministro do STF Gilmar Mendes disse que o jornalista Jorge Bastos Moreno unia pessoas de diferentes polos políticosTomaz Silva/Agência Brasil

"Sua casa era um ponto de encontro de pessoas de diferentes polos políticos. Ele sempre tinha uma palavra adequada para cada interlocutor e sabia fazer uniões", declarou Mendes. "Ontem, ainda falei com ele, nos falávamos quase todos os dias. É um sentimento de perda muito grande. Talvez esse seja um momento de reflexão nesse momento de desunião, talvez a morte dele nos inspire".

O deputado Rodrigo Maia destacou o respeito e admiração que tinha pela sabedoria e o talento jornalística de Moreno. "Sempre respeitei as notas dele, às vezes elogiosas, às vezes críticas, e isso não tirava da gente nossa amizade e carinho. Era uma pessoa que tinha muita experiência e muita história para contar. A memória dele era uma coisa impressionante. Tinha um talento para escrever e obter a informação e, principalmente, um carinho pelos amigos que era uma coisa maravilhosa", afirmou.

Repórter e colunista político do jornal O Globo, Moreno morreu na madrugada de hoje (14), aos 63 anos, no Rio de Janeiro. Segundo o jornal, onde trabalhou por 35 anos, o colunista sofreu um edema agudo de pulmão, decorrente de complicações cardiovasculares, por volta da 1h desta quarta-feira. O velório começou às 13h30, com a presença de jornalistas, artistas e do presidente do Conselho Editorial do Grupo Globo, João Roberto Marinho.

Edição: Davi Oliveira