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Rio terá museu da escravidão fora dos moldes tradicionais, diz secretária

Publicado em 30/01/2018 - 23:19

Por Léo Rodrigues - Repórter da Agência Brasil Rio de Janeiro

A secretária municipal de Cultura do Rio de Janeiro, Nilcemar Nogueira, disse hoje (30) que a proposta do Museu da Escravidão e da Liberdade (MEL) permitirá visitar o passado para interpretar o presente. Nilcemar acrescentou que o projeto do MEL está em pleno desenvolvimento e não será direcionado para um museu nos moldes tradicionais.

“Ele nasce de uma escuta com a população negra principalmente e traz, no seu DNA e na sua missão institucional, uma responsabilidade social que passa pelo novo papel dos museus. É fundamental para que a cidade conheça uma história que ficou nas entrelinhas da historiografia oficial”, acrescentou.

Segundo ela, o Brasil ainda pensa e questiona pouco a sua desigualdade social. “As favelas são em certa medida as senzalas de ontem, onde estão majoritariamente as pessoas negras desprovidas de direitos sociais”, avaliou. As declarações foram concedidas durante a divulgação da programação de carnaval do Terreirão do Samba.

O MEL foi criado por decreto do prefeito Marcello Crivella, publicado em maio de 2017. A implantação do museu está em andamento. De acordo com Nilcemar Nogueira, o custo vai girar em torno de R$ 20 milhões, e o município terá inclusive o apoio de parceiros internacionais.

A secretária informou ainda que, em agosto, será inaugurada a sinalização no Cais do Valongo, que já é parte do projeto. Principal porto de entrada de escravos nas Américas ao longo de três séculos, o Cais do Valongo recebeu o título de Patrimônio Cultural da Humanidade em julho de 2017.

Em março do ano passado, a Secretaria Municipal de Cultura recebeu a primeira doação de objeto para o MEL: um cadeado da época colonial utilizado na senzala de uma fazenda de café no município de Vassouras (RJ). A peça foi entregue pelo restaurador Marconi Andrade, integrante do Conselho Municipal de Cultura.

*Texto alterado às 14h40 do dia 31/01/2018 para retificação de informações. Diferentemente do divulgado anteriormente, o Museu da Escravidão e da Liberdade (MEL) não tem lançamento previsto para maio nem teve suas diretrizes definidas em lei estadual sancionada pelo governador Luiz Fernando Pezão. Também não há definição sobre a composição do acervo do MEL. As informações prestadas anteriormente dizem respeito ao Museu da Escravidão Negra no Brasil.

Edição: Davi Oliveira

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