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Presidente diz que alíquota do Imposto de Renda poderá ser reduzida

Publicado em 04/01/2019 - 13:15 e atualizado em 04/01/2019 - 13:42

Por Ana Cristina Campos* – Repórter da Agência Brasil Brasília

O presidente Jair Bolsonaro disse hoje (4) que o ministro da Economia, Paulo Guedes, deve anunciar a possibilidade de diminuir o teto da alíquota do Imposto de Renda da Pessoa Física, de 27,5% para 25%. "Porque o nosso governo tem de ter a marca de não aumentar impostos", afirmou.

Perguntado, Bolsonaro disse que o aumento do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) já foi assinado, mas "para quem tem operação fora". Segundo ele, a medida foi necessária "para poder cumprir uma exigência de um projeto aprovado [pelo Congresso] nesse sentido, como pauta bomba, contra a nossa vontade".

O presidente afirmou que "o percentual [de aumento] é mínimo, uma fração".

Bolsonaro falou com a imprensa após participar de cerimônia de transmissão do comando da Aeronáutica para o tenente brigadeiro do ar Antonio Carlos Moretti Bermudez, na Base Aérea de Brasília.

Reforma da Previdência

Bolsonaro também disse que o governo deve apresentar a proposta para a reforma da Previdência ainda este mês. “Vamos aproveitar o que está na Câmara. A última proposta minha é aproveitar. Ela [a reforma] está num espaço temporal que termina em 2030. Tudo aquilo que é para entrar em vigor até o final de 2022, essa é a última ideia que eu quero ver se a gente consegue colocar em prática e compor com o Parlamento já que a proposta está lá. Seria como está na proposta agora, 62 anos para os homens no final de 2022. E para mulheres, de 55 para 57 [anos].”

Em entrevista ao SBT ontem (3), Bolsonaro disse que a proposta de reforma da Previdência em discussão no governo prevê a idade mínima de 62 anos para os homens e 57 anos para as mulheres com aumento gradativo. Segundo Bolsonaro, seria mais um ano a partir da promulgação e outro em 2022, mas com diferenças de idade mínima de acordo com a categoria profissional e a expectativa de vida.

Acordo Boeing-Embraer

Perguntado se apoiará o acordo entre a Embraer e a Boeing - que prevê a criação de uma nova companhia, uma joint venture, na qual a Boeing teria 80% e a Embraer, 20% -, o presidente disse ser favorável à aliança, mas ter preocupações com o futuro da empresa.

“Seria muito bom essa fusão, mas nós não podemos, como está na última proposta, que daqui a cinco anos tudo seja repassado para o outro lado. Nossa preocupação é essa, é um patrimônio nosso.”

Solenidade

Durante a cerimônia, o oficial-general Antonio Carlos Moretti Bermudez assumiu o lugar do tenente-brigadeiro do ar Nivaldo Luiz Rossato, que comandou a Aeronáutica nos últimos quatro anos.

Em seu discurso, Bermudez disse que um dos seus objetivos é garantir recursos para a incorporação de novas tecnologias, a qualidade dos cursos oferecidos pela Força Aérea Brasileira (FAB) e a capacitação do efetivo.

"O documento que define a conduta do governo federal nesta sua fase inicial deixa claro que dificuldades irão surgir, seja pelo receio às mudanças, seja pela escassez de recursos, ou mesmo provenientes da reação corporativa ou do inconformismo com um governo verdadeiramente diferente. Entretanto, o próprio documento evidencia que nada disso será suficiente para impedir o avanço do nosso país”, disse Bermudez.

Já o tenente-brigadeiro Rossato que deixou hoje o cargo afirmou que deu início, durante sua gestão, à reestruturação da Aeronáutica, com aperfeiçoamento da estrutura organizacional e a capacitação dos recursos humanos. Ele afirmou ainda que o poder aéreo é a linha de frente de defesa da nação. 

“As ameaças existem, estão mimetizadas à nossa volta e até entre nós, prontas a mostrar sua força aproveitando as nossas vulnerabilidades. Por isso, devemos estar sempre prontos, integrados com a Marinha e o Exército porque, se falharmos na defesa de nosso território, terá sido em vão todo nosso esforço em nosso passado. O poder aéreo é a linha de frente da defesa da nação. A paz com os nossos vizinhos não permite à nação o direito de menosprezar suas Forças Armadas”, afirmou Rossato.

“Nossas imensas áreas com baixíssima densidade populacional, nossas florestas, minerais, nossas águas, nossa gigantesca área agriculturável, nos obrigam a ter uma capacidade dissuasória que desestimule aventuras ou subterfúgios para perdermos nossa soberania”, completou.

O vice-presidente da República, Hamilton Mourão, e os ministros da Defesa, general Fernando Azevedo, e do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), general Augusto Heleno, participaram do evento. Também estiveram presentes à cerimônia os ministros da Secretaria-Geral da Presidência, Gustavo Bebianno, da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro, e da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, Marcos Pontes, além da procuradora-geral da República, Raquel Dodge.

Comandante da Aeronáutica

Gaúcho de Santo Ângelo (RS), o tenente-brigadeiro Bermudez, de 62 anos, está na Força Aérea Brasileira (FAB) desde 1975. Em 43 anos de carreira, passou por várias áreas da FAB, desde a operacional até a estratégica: foi chefe do Estado-Maior do Comando-Geral de Operações Aéreas, chefe da Logística do Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas do Ministério da Defesa. Ao ser designado para o cargo de comandante da Aeronáutica, estava à frente do Comando-Geral do Pessoal. Foi promovido ao posto de tenente-brigadeiro em novembro de 2014.

 

 

Texto ampliado às 13h42 e às 15h37 

Edição: Lílian Beraldo

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