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Dólar cai após anúncio de corte no Orçamento

  • 19/02/2016 18h54publicação
  • Brasílialocalização
Wellton Máximo – Repórter da Agência Brasil*

No dia do anúncio do corte de R$ 23,4 bilhões no Orçamento deste ano, a moeda norte-americana caiu. O dólar comercial encerrou esta sexta-feira (19) vendido a R$ 4,023, com queda de R$ 0,027 (-0,65%). Depois de operar em queda durante a maior parte do dia, a bolsa de valores fechou com pequena alta.

O dólar operou próximo da estabilidade durante toda a sessão, alternando momentos de alta e de queda. A partir das 15h30, quando os ministérios da Fazenda e do Planejamento anunciaram a programação para o Orçamento de 2016, a cotação começou a cair. Apesar da queda de hoje, a divisa encerrou a semana com alta de 0,78%. No ano, acumula valorização de 1,67%.

Na bolsa de valores, o dia foi de oscilações. O índice Ibovespa, da Bolsa de Valores de São Paulo, fechou o dia com alta de 0,16%, aos 41.543 pontos. Na semana, o indicador subiu 4,36%. A alta desta sexta, no entanto, foi motivada por ações dos setores de mineração e de bancos.

Depois da forte alta de ontem (19), em que subiram quase 8%, as ações da Petrobras, as mais negociadas, caíram hoje. Os papéis ordinários (que dão direito a voto na assembleia de acionistas) caíram 2,65%, para R$ 6,58. As ações preferenciais (que dão preferência na distribuição de dividendos) recuaram 1,92%, para R$ 4,59.

Nas últimas semanas, as commodities (bens primários com cotação internacional) têm caído fortemente por causa de dados que mostram a desaceleração da economia chinesa. No caso do petróleo, o problema é agravado pela resistência de países em reduzir a produção.

A retração da China, a segunda maior economia do mundo, prejudica países exportadores de commodities, como o Brasil, porque reduz a demanda global por matérias-primas e produtos agrícolas. Com as exportações mais baratas, menos dólares entram no mercado brasileiro, o que tem empurrado para cima a cotação da moeda norte-americana nos últimos meses.

*Com informações complementares da Agência Lusa

Edição: Juliana Andrade