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Professores criticam governo do DF por judicialização da greve

  • 24/02/2015 14h19publicação
  • Brasílialocalização
Da Agência Brasil

Sem o pagamento do décimo terceiro salário e férias, professores do Distrito Federal fazem paralisação no primeiro dia de aula, em frente ao Palácio do Buriti (Antonio Cruz/Agência Brasil)

Paralisação  foi  decidida  em assembleia  em frente ao Buriti, sede do governo local   Antonio Cruz/Agência Barsil

O Sindicato do Professores do Distrito Federal (Sinpro-DF) criticou hoje (24) a decisão do Governo do Distrito Federal (GDF) de levar à Justiça a discussão sobre a paralisação dos professores. Na sexta-feira (27), a categoria promove nova reunião na Praça do Buriti, em frente ao palácio do governo, para discutir os rumos do movimento.

O Sinpro-DF decidiu pela greve durante assembleia realizada ontem (23). De acordo com a direção do sindicato, a intenção é cobrar do governo o pagamento de salários e benefícios atrasados. Na tentativa de evitar a situação, o GDF informou, por meio da assessoria de imprensa, que recorreria hoje à Justiça com pedido de ilegalidade da greve.

Em nota distribuída à imprensa, o Sinpro-DF informou que "é sempre bom lembrar que ilegalidade é o GDF deixar de pagar o décimo terceiro salário, as férias, rescisão dos professores temporários, alterar autoritariamente o calendário escolar, não repassar a verba para manutenção das escolas em valor suficiente e ainda parcelar o salário dos professores".

Sobre o pagamento dos salários deste ano, o GDF informou que as duas últimas parcelas serão quitadas até a noite de hoje. Elas deveriam ser pagas no último dia do mês. Segundo a Secretaria de Fazenda do DF, "a antecipação foi possível porque, agora, entraram recursos suficientes no caixa".

Todos os funcionários, incluindo professores, vão ser pagos. Ao todo, R$ 78 milhões serão destinados à quitação dos salários.

Edição: Armando Cardoso