Você está aqui

Trabalhadores e empresas aéreas não chegam a acordo sobre reajuste salarial

  • 14/01/2016 21h42publicação
  • Brasílialocalização
Marcelo Brandão – Repórter da Agência Brasil

Representantes dos trabalhadores da aviação civil não chegaram a um acordo após a sétima rodada de negociações com o Sindicato Nacional das Empresas Aéreas (SNEA). Segundo a Federação Nacional dos Trabalhadores em Aviação Civil da CUT (Fentac), aviadores e aeronautas não aceitaram a proposta de reajuste salarial zero, com pagamentos de abonos e reajuste em benefícios.

Em nota, o Sindicato Nacional dos Aeronautas (SNA) informou que levará a proposta das empresas à assembleia, a ser realizada na quarta-feira (20). O SNA também considerou a proposta “aquém das expectativas”.

Em lugar do reajuste salarial, as empresas aéreas oferecem abonos pagos de forma parcelada. Para os aeroviários que recebem até R$ 10 mil e para todos os aeronautas, o parcelamento começaria em junho(1%), julho (2%), agosto (3%), setembro (4%), outubro (5%) e novembro (9%). Os aeroviários com salário superior a R$ 10 mil receberiam valores fixos em junho(R$100), julho (R$200), agosto (R$300), setembro (R$400), outubro (R$500) e novembro (R$900).

A SNEA também propôs reajuste de 11% nos benefícios, considerando vale-alimentação, vale-refeição, seguro de vida e diárias nacionais. A rejeição dos trabalhadores, segundo a Fentac, ocorre uma vez que os abonos não são incorporados ao décimo terceiro salário, férias, FGTS e aposentadoria, além de não repor as perdas salariais.

“A proposta tem pontos obscuros e pedimos mais esclarecimentos quanto ao pagamento retroativo, ao reajuste nos pisos salariais e à pauta de reivindicação de cláusulas sociais dos aeronautas e aeroviários”, informou o presidente da Fentac, Sérgio Dias. O presidente do Sindicato dos Aeroviários de Guarulhos (Sindigru), Rodrigo Maciel, também não gostou da proposta. “Nossas assembleias já rejeitaram por unanimidade esse formato”.

Os aeronautas e aeroviários reivindicam reajuste salarial de 12% (10,97% de reposição da inflação da data-base, 1º de dezembro, e 0,93% de aumento real), aumento de 15% nos pisos salariais e demais benefícios econômicos e 20% na cesta básica. Com a negativa dos trabalhadores, a SNEA aguardará a reunião a ser mediada pelo Tribunal Superior do Trabalho (TST).

“Com essa nova proposta, o SNEA retira as ofertas apresentadas nas últimas reuniões, que previam, entre outros itens, a garantia de emprego. Nova rodada de negociações está agendada para o dia 22 de janeiro, com mediação do TST em Brasília”. Os aeroviários estão em estado de greve, aprovada no dia 7 de janeiro em assembleia. Aeronautas farão assembleia no dia 20 de janeiro para definir uma posição.

Edição: Armando Cardoso