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Brasília: no Museu da República, canhão de laser projeta "Não vai ter golpe"

  • 18/03/2016 20h29publicação
  • Brasílialocalização
Ivan Richard - Repórter da Agência Brasil
Brasília - Manifestantes fazem ato contra processo de impeachment e defesa do governo, na Esplanada dos Ministérios (Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil)

Manifestantes projetam a frase "Não vai ter golpe" no Museu da RepúblicaFabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

Os manifestantes que participam de ato contra o processo de impeachment da presidenta Dilma Rousseff e em solidariedade ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva ocuparam todas as faixas do Eixo Monumental, na Esplanada dos Ministérios, no centro de Brasília. Segundo a Polícia Militar do Distrito Federal, mais de 4 mil pessoas participam do ato.

Com gritos de ordem e críticas ao juiz Sérgio Moro, aos partidos de oposição e ao presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), os manifestantes marcham em direção ao Congresso Nacional. Muitos já estão no gramado em frente à sede do Legislativo. Antes, por cerca de duas horas, eles ficaram concentrados em frente ao Museu da República, onde foi projetada a frase "Não vai ter golpe!!!". A máquina de laser usada para a projeção estava em um carro de som. À medida que o carro andava, a frase ia sendo projetada em outros prédios da Esplanada.

Os manifestantes, em sua maioria vestidos com camisas vermelhas, exibem cartazes em favor do governo, bandeiras do Brasil, do PT e do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), aos gritos de "não vai ter golpe", em referência ao processo de impedimento da presidente Dilma.

Cerca de 3 mil policiais acompanham a manifestação. Uma barreira foi montada em frente ao Congresso Nacional.

O ato é organizado pela Frente Brasil Popular, organização que reúne partidos políticos e mais de 60 entidades, como a Central Única dos trabalhadores (CUT), e pelo MST.

Segundo os organizadores, depois do ato em frente ao Congresso, os manifestantes irão para frente do Palácio do Planalto, sede do governo federal.

Edição: Juliana Andrade