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Presidente do TCE-RJ é levado para depor pela PF em operação ligada à Lava Jato

  • 13/12/2016 10h16publicação
  • 13/12/2016 12h56atualização
  • Rio de Janeirolocalização
Da Agência Brasil
Jonas Lopes no programa TCE-RJ Notícia

Presidente do Tribunal de Contas do Rio de Janeiro (TCE-RJ), Jonas LopesTV Alerj/ Divulgação

A Polícia Federal (PF) cumpre hoje (13) três mandados de condução coercitiva em uma operação que investiga crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro por parte do presidente do Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro (TCE-RJ), conselheiro Jonas Lopes, e de pessoas ligadas a ele.

A operação, chamada de Descontrole, é resultado de investigação da Força-Tarefa da Operação Lava Jato no Rio de Janeiro, com participação do Ministério Público Federal. A PF também cumpre 10 mandados de busca e apreensão expedidos pelo Superior Tribunal de Justiça.

A assessoria de imprensa do TCE-RJ informou não ter ainda nenhum posicionamento sobre a condução coercitiva do presidente do Tribunal.

Em nota divulgada na manhã de hoje, a Procuradoria-Geral da República informa que pediu o cumprimento de três mandados de condução coercitiva do presidente do TCE-RJ, Jonas Lopes de Carvalho, de seu filho, Jonas Lopes de Carvalho Neto, e do operador Jorge Luiz Mendes Pereira da Silva.

Segundo a PGR, o presidente do TCE/RJ e seu filho foram citados em acordo de colaboração premiada por executivos da construtora Carioca Engenharia. Eles são acusados de terem solicitado vantagem indevida para aprovação de obras.

"Jorge Luiz Mendes Pereira da Silva foi citado também em acordo de colaboração por executivos da Construtora Andrade Gutierrez como sendo a pessoa responsável por receber valores em espécie, na ordem de 1% do valor das obras, a mando de conselheiros do Tribunal ainda não identificados", diz a nota.

O texto informa ainda que nove mandados de busca e apreensão estão sendo cumpridos no estado do Rio de Janeiro, e um, em Minas Gerais.

Nota

O escritório do advogado Jonas Neto, filho do presidente do TCE, também divulgou nota. O Lopes de Carvalho & Pessanha informou que as buscas realizadas pela PF se limitaram a um computador pessoal e "poucos documentos, mantido o sigilo de todos os clientes não relacionados com a operação".

"O escritório nada teme quanto a apuração, não atua no Tribunal de Contas do Estado e protesta contra a violação profissional, afirmando que tomará as medidas legais necessárias. O advogado Jonas Neto desconhece o motivo das notícias veiculadas sobre suposta delação que envolve seu nome", afirma o escritório.

* Colaborou com informações o repórter da Agência Brasil Vinícius Lisboa

*Matéria alterada às 12h55min para acréscimo de informações.

Edição: Lidia Neves