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CPMF é a melhor solução para equilibrar receita fiscal, afirma Dilma

  • 02/02/2016 17h00publicação
  • Brasílialocalização
Paulo Victor Chagas – Repórter da Agência Brasil*

Brasília - A presidenta Dilma Rousseff e o presidente do Senado, Renan Calheiros, participam no Congresso da cerimônia de abertura do Ano Legislativo (Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil)

Ao lado do presidente do Congresso Nacional, senador Renan Calheiros, a presidenta Dilma Rousseff

discursa  na  cerimônia  de  abertura  do  ano  legislativo   Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

A presidenta Dilma Rousseff defendeu  hoje (2), no plenário do Congresso Nacional, a aprovação da proposta que recria a Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF). Dilma pediu a aprovação da CPMF ao ler a mensagem com as prioridades do Executivo na abertura dos trabalhos legislativos deste ano. Nos momentos em que argumentou a favor da CPMF, que tramita no Congresso como proposta de emenda à Constituição, parte dos parlamentares da oposição vaiou a presidenta em protesto contra medida, enquanto integrantes da base aliada, porém, a defenderam com aplausos.

Foi a primeira vez que Dilma foi ao plenário ler a mensagem do Executivo, que nos anos anteriores foi entregue pelo chefe da Casa Civil.

Segundo a presidenta, a medida é a "melhor solução disponível em curto prazo para equilibrar a receita fiscal". Dilma ressaltou que a proposta será debatida "o quanto for necessário" e apelou aos congressistas para que esta e outras medidas sejam aprovadas, como a Desvinculação das Receitas da União (DRU).

"Em favor do Brasil, devemos estar cientes de que, para a estabilidade fiscal de curto prazo, é imprescindível o sucesso dessas medidas. A CPMF é a ponte necessária entre a urgência do curto prazo e a necessidade de estabilidade fiscal do médio prazo", afirmou.

Enquanto lia a parte da mensagem sobre a recriação do tributo, Dilma foi interrompida por três vezes com manifestações dos parlamentares. Em alguns momentos, foi preciso acionar a sirene que pede silêncio no plenário.

"Sei que muitos têm dúvidas e até mesmo se opõem a essas medidas, em especial a CPMF, e têm argumentos. Mas peço que considerem a excepcionalidade do momento", afirmou Dilma. Na semana passada, ao discursar na reunião do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social, a presidenta já havia mencionado a "excepcionalidade" do momento para pedir "encarecidamente" apoio ao imposto.

*Colaboraram Luciano Nacimento, Mariana Jungmann e Iolando Lourenço

Edição: Nádia Franco