BNDES volta ao mercado europeu e capta 650 milhões de euros

Publicado em 22/01/2014 - 18:05 Por Alana Gandra - Repórter da Agência Brasil - Rio de Janeiro

Brasília - O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) concluiu com sucesso uma captação de 650 milhões de euros em títulos no mercado internacional, com vencimento em janeiro de 2019, segundo anúncio feito hoje (22) pelo banco.  A operação foi a primeira deste ano e marcou o retorno da instituição ao mercado de euros. O último título do BNDES emitido nessa moeda foi  lançado em 2010.

Números preliminares, divulgados em dezembro passado, indicavam que as liberações do BNDES atingiram em torno de R$ 190 bilhões em 2013, mostrando crescimento de 22% em relação aos R$ 155,99 bilhões desembolsados no ano anterior. Os recursos captados agora serão adicionados ao orçamento do banco.

O chefe do Departamento da Área Internacional do BNDES, André Luiz Carvalhal, disse à Agência Brasil  que os recursos  de transações externas são direcionados para exportação e investimentos em  setores que também demandam recursos em moeda estrangeira. "São orçamentos segregados”, informou.

De acordo com informação da assessoria de imprensa do BNDES, o custo da transação é o menor já pago pelo banco em euros. Fazendo uma comparação com dólares,  Carvalhal explicou que o custo ficou  0,3% mais barato do que se a operação tivesse sido feita no mercado norte-americano. “Se eu tentasse captar no mercado norte-americano, eu pagaria mais caro”, resumiu. O BNDES pagará aos investidores taxa de  3,783% ao ano.

Mais de 190 investidores de diversos países participaram do processo de formação de preço dos papéis, cuja demanda superou 1,8 bilhão de euros. Do total de investidores que  responderam pela alocação final, 88% eram europeus. A operação foi coordenada pelos bancos Deutsche Bank, JP Morgan e Santander e teve participação  do Banco do Brasil e do Mitsubishi UFJ Securities.

André Luiz Carvalhal informou que o BNDES  não tem, no momento, nenhuma outra captação em vista. “A gente monitora o mercado. Começamos o ano com uma captação bem-sucedida e, agora, a gente vai verificar qual é a demanda adicional. Temos algumas alternativas em vista, mas nenhum objetivo de curto prazo”, disse.

Edição: Davi Oliveira

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