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Sob tumulto e spray de pimenta, relator apresenta parecer da PEC da Maioridade

  • 10/06/2015 16h47publicação
  • Brasílialocalização
Iolando Lourenço - Repórter da Agência Brasil

Reunião da Comissão Especial que analisa as propostas de redução da maioridade penal. A sessão foi suspensa após confusão entre estudantes e deputados (Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil)

Tumulto na Comissão Especial da PEC da Maioridade Penal obriga deputado a fechar reunião ao público para que parecer de Laerte Bessa fosse lidoFabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

O início da reunião da Comissão Especial que analisa a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Redução da Maioridade Penal foi marcado por tumulto entre parlamentares, jovens contrários à mudança e a Polícia Legislativa da Câmara dos Deputados. O tumulto chegou a um grau de acirramento tal que o presidente da comissão, André Moura (PSC-SE), foi obrigado a requerer a intervenção da segurança da Casa para retirar os manifestantes da sala.

O relator Laerte Bessa em reunião da Comissão Especial que analisa as propostas de redução da maioridade penal. A sessão foi suspensa após confusão entre estudantes e deputados (Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil)

Após o deputado ler o seu parecer, presidente da comissão André Moura (PSC-SE) concedeu vista coletiva. A PEC deve ser votada na semana que vemFabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

Diante de insultos verbais entre deputados contrários e favoráveis à proposta e da resistência dos jovens em deixar o plenário da comissão, os policiais legislativos usaram spray de pimenta contra os manifestantes. A ação dos policiais obrigou o presidente da comissão a transferir a reunião para outra sala, onde o relator Laerte Bessa (PR-DF) pôde ler seu voto. Os deputados pediram vista coletiva, e a matéria deve ser votada no dia 17.

Para tentar amenizar o clima na reunião, enquanto esteve aberta ao público, Bessa propôs ler apenas o seu voto. Deputados do PT e do PMDB, como Darcísio Perondi (RS), foram contra a iniciativa de Bessa e parlamentares como Alberto Fraga (DEM-DF) questionaram o posicionamento dos petistas e do peemedebista.

Edição: Marcos Chagas