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Ex-ministro e empresários são presos na Operação Skala, da PF

Publicado em 29/03/2018 - 12:16

Por Alex Rodrigues e Fernanda Cruz - Repórteres da Agência Brasil Brasília e São Paulo

São Paulo O ex-ministro Wagner Rossi chega à sede da Polícia Federal em São Paulo (EFE/Sebastião Moreira/direitos reservados)

São Paulo – O ex-ministro Wagner Rossi chega à sede da Polícia Federal em São Paulo EFE/Sebastião Moreira/Direitos Reservados

O ex-ministro da Agricultura e ex-presidente da estatal Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp), Wagner Rossi, e os principais executivos de dois grandes grupos empresariais de logística de transportes foram detidos hoje (29), em caráter temporário, no âmbito da Operação Skala, deflagrada pela Polícia Federal (PF).

Presidente do Grupo Rodrimar, Antônio Celso Grecco foi detido em Monte Alegre do Sul, no interior de São Paulo, e chegou à superintendência da PF em São Paulo por volta de 11h. Já a empresária Celina Torrealba, uma das proprietárias do Grupo Libra, foi detida em seu apartamento, no Rio de Janeiro.

Segundo o Ministério Público Federal (MPF), vários mandados de prisão temporária e de busca e apreensão estão sendo cumpridos pela PF, a pedido da procuradora-geral da República, Raquel Dodge. As medidas foram determinadas pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Luís Roberto Barroso, relator do chamado Inquérito dos Portos, que apura as suspeitas de que agentes públicos favoreceram empresas do setor portuário com a publicação de um decreto assinado pelo presidente Temer em maio do ano passado, o chamado Decreto dos Portos (Decreto 9.048/2017).

Investigado no mesmo inquérito, o advogado José Yunes, ex-assessor do presidente Michel Temer também foi preso esta manhã.

São Paulo O sócio da empresa portuária Rodrimar, Antonio Grecco, foi um dos detidos hoje no âmbito da Operação Skala (EFE/Sebastião Moreira/direitos reservados)

São Paulo – O sócio da empresa portuária Rodrimar, Antonio Grecco, foi um dos detidos hoje no âmbito da Operação Skala EFE/Sebastião Moreira/Direitos Reservados

Por determinação do Supremo Tribunal Federal (STF), a PF restringiu a divulgação de informações a respeito da operação. O MPF também informou que, por se tratar de medidas cautelares, autorizadas para “embasar investigações em curso”, não confirmaria os nomes de todos os investigados alvos dos mandados.

Procurada pela reportagem, a defesa de Rossi informou que o ex-ministro está aposentado há sete anos e que não atuou mais profissionalmente na vida pública ou privada. “Nunca mais participou de campanhas eleitorais ou teve relacionamentos políticos. Nunca foi chamado a depor no caso mencionado. Portanto, são abusivas as medidas tomadas. Apesar disso, Wagner Rossi está seguro de que provará sua inocência”, informa a nota dos seus advogados.

Em comunicado, a Rodrimar "esclarece que nunca pagou propina a nenhum agente público e nunca autorizou que alguém o fizesse em seu nome". Em relação ao Decreto dos Portos, a empresa disse que  os dirigentes "atuaram, sim, como representantes e parceiros das entidades setoriais no sentido de ajudar a construir o texto de um decreto", "todas as empresas que atuam nos portos brasileiros participaram ativamente desses esforços" e que "o decreto não beneficiou nenhuma empresa".

Em nota, o Grupo Libra informou que já está prestando todos os esclarecimentos à Justiça, e que uma de suas acionistas já depôs à Polícia Federal. Mais informações, conforme o grupo, serão dadas após integral acesso aos documentos da investigação, o que, até o momento, não foi disponibilizado aos advogados da empresa.

* Texto atualizado às 17h03 para inclusão da nota do Grupo Libra

* Texto atualizado ás 17h33 para inclusão do comunicado da Rodrimar

Edição: Lidia Neves

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