No dia 22 de dezembro de 1808, estreava em Viena, na Áustria, uma das sinfonias mais conhecidas de todo repertório da música clássica: a Sinfonia nº 5 em Dó menor, de Ludwig van Beethoven.
Escrita entre os anos de 1804 e 1808, a primeira exibição no Teatro de Viana foi conduzida pelo próprio Beethoven. Quatro categorias de instrumentos se revezam durante a sinfonia: sopro metais, sopro madeira, cordas e percussão.
Com cerca de 30 minutos, a 5ª Sinfonia se divide em quatro movimentos: no primeiro, a música é rápida e enérgica. A sonata conta uma história através dos sons: dizem que é a narrativa do destino batendo à porta. No segundo, a melodia é mais triste. Já o terceiro movimento vem com uma esperança diante da tristeza representada no movimento anterior. O quarto é a parte mais emotiva da composição, e tem um tom triunfal.
Ainda que estruturalmente ela seja clássica, a 5ª Sinfonia de Beethoven inova e surpreende ao deixar para o final a grande marcha, que apesar do impacto do início da obra, é o que faz explodir o coração dos ouvintes.
Considerada um monumento da criação artística, a Sinfonia nº 5 em Dó menor, além de popular, é também uma de sinfonias mais executadas hoje em dia. Mesmo quem não costuma escutar música clássica já ouviu diversas vezes o primeiro movimento da 5ª Sinfonia de Beethoven.
Romântica, a sinfonia inspirou muitas e muitas obras, ao ponto de algumas a citarem, literalmente, como as Quintas de Sibelius, Shostakovich e Mahler.
Em 1976, o pianista de jazz Walter Murphy gravou uma versão misturando a música clássica com ritmo disco. Fez tanto sucesso que ela foi incluída no lendário filme Os Embalos de Sábado à Noite.
Os amantes da música clássica dizem que não se ouve a 5ª Sinfonia com indiferença: o discurso musical exige do ouvinte participação ativa e atenção total. Talvez seja por isso que pesquisadores da Universidade Federal do Rio de Janeiro a usaram em um estudo do programa de Oncobiologia.
Supreendentemente, eles descobriram, em testes de laboratório, que o “tãn-tãn-tãn-tãn” que abre a 5ª Sinfonia seria capaz de matar células tumorais. Os pesquisadores expuseram uma cultura de células do tumor mamário à meia hora da obra beethoveniana, e uma em cada cinco morreu.
História Hoje
Apresentação: José Carlos Andrade
Sonoplastia: Messias Melo