Transgressora e acumuladora de hits: conheça a trajetória de Rita Lee

Ícone do rock morreu nessa segunda-feira, aos 75 anos

Publicado em 09/05/2023 - 11:50 Por Leandro Martins - repórter da Rádio Nacional - São Paulo

A trajetória de Rita Lee no rock’n roll começou bem cedo, ainda criança, quando ficou fascinada ao conhecer Elvis Presley pela televisão, no final dos anos 1950. Mas o gosto pela música veio ainda antes, por influência da mãe pianista.

Ouça mais: Rita Lee morre aos 75 anos

Na adolescência, Rita formou a primeira banda com outras garotas - a Teenager Singers, que acabou se unindo aos Wooden Face, grupo dos irmãos Arnaldo Batista, nos teclados, e Sergio Baptista, na guitarra. Estava formado o embrião dos Mutantes, conjunto brasileiro que exerceu grande influência internacional.

A partir daí, a carreira musical da cantora só decolou. Os Mutantes participaram de festivais e do tropicalismo, ao lado de Caetano Veloso e Gilberto Gil. Eles tiveram papel decisivo para abrasileirar o rock e trazer guitarras e rebeldia juvenil para o ambiente da MPB. Com liberdade criativa, a banda fez músicas experimentais com toques psicodélicos, como a voz sussurrada de Rita em Ando Meio Desligado.

Mas começaram os desentendimentos na banda e, em 1972, a cantora foi expulsa dos Mutantes. Sem se abalar, ela começou em seguida uma carreira solo.

Na metade da década, com a banda de apoio Tutti-Frutti, Rita Lee emplacou um grande sucesso já no primeiro disco: Mamãe Natureza.

O segundo álbum, Fruto Proibido, traz Agora Só Falta Você, outro hit famoso que garantiu o estrelato a Rita Lee. E tinha mais um clássico no álbum, provando o talento dela: Ovelha Negra.

Roberto de Carvalho, que tocava no Tutti-Frutti, e Rita Lee se apaixonaram e se casaram. A união rendeu três filhos e um mergulho de cabeça no pop, com dezenas de sucessos, como Mania de Você, a mais executada da cantora.

E eles foram empilhando sucessos: Saúde, Nem Luxo Nem Lixo, Caso Sério, Desculpe o Auê, Chega Mais e outros tantos.

Inquieta e criativa, Rita Lee ainda escreveu duas autobiografias, livros infantis, criou programas de rádio e atuou em novelas e filmes. Setentona, desistiu dos shows, mas jamais da música, e seguiu compondo.

Em setembro de 2021, a cantora e compositora inaugurou uma exposição com seu acervo pessoal de figurinos, objetos, instrumentos e imagens no Museu da Imagem e do Som, em São Paulo.

 

*Com a colaboração de César Faccioli e sonoplastia de Jailton Sodré

Edição: Bianca Paiva/ Sumaia Villela

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