Estreia hoje (1) a Mostra Internacional de Teatro de São Paulo

Mostra vai até o dia 10, em diversos pontos da cidade

Publicado em 01/03/2024 - 16:54 Por Joana Côrtes - repórter da Rádio Nacional - São Paulo

A partir desta sexta-feira (1), grupos de teatro de África, Ásia, Oriente Médio e América Latina ocupam os palcos da capital paulista. É a nona edição da MIT-SP, a Mostra Internacional de Teatro de São Paulo. Na programação, nove montagens internacionais, dez espetáculos brasileiros e uma série de oficinas e debates.

Espetáculos de diferentes nacionalidades, sotaques e linguagens entram em cena para lançar novos olhares sobre questões como memória, racismo, transfobia e migração. Artistas da dramaturgia vindos da Coreia do Sul, do Líbano, da Costa do Martim, e também do Ceará, de Alagoas, de Santa Catarina se encontram e misturam teatro, dança e música para refletir sobre o próprio tempo.

Quem explica os critérios das peças escolhidas para Mostra deste ano é Dodi Leal, uma das curadoras desta edição.

“A gente tem espetáculos muito interessantes, construídos a partir da vivência trans, a partir da vivência indígena, a partir da vivência negra, PCD. E procurando como transformar esse espaço hegemônico, elitista, que o teatro sempre foi, pra um espaço aberto e radical dessas linguagens. Nossas presenças, eu também falo aqui de um lugar específico, enquanto uma curadora travesti, também percebendo o quanto a nossa presença nas artes está sendo cada vez mais ouvida e vista”, salienta.

De origem indígena, o artista argentino Tiziano Cruz retoma o caminho de volta à sua própria infância para se reencontrar com sua comunidade, no espetáculo chamado Meus irmãos. No palco, Tiziano usa os colares feito de algodão ou lã de lhama pelas mulheres andinas para compreender sua própria identidade.

Aos cinquenta e dois anos, o diretor e dançarino Alejandro Armed também estará em cena com outros bailarinos do grupo catarinense Cena Onze. Na montagem do espetáculo, até inteligência artificial é usada para falar das diferenças e diversidade do povo brasileiro.

“Na coreografia, dançando em cena, são 9 bailarinos, de 20 a 62 anos, e técnicas variadas, que vão do passinho a formações mais clássicas, procurando um padrão de conexão através da gravidade que é essa força que nos atravessa o tempo inteiro, seja o nosso ponto de encontro. Eu acho que dança é uma forma de você expressar o estar vivo. Porque não existe vida sem movimento”, ressalta Alejandro.

A nona Mostra Internacional de Cinema de São Paulo vai até o dia 10 de março em diversos pontos da cidade. A programação completa pode ser conferida no site: mitsp.org 

Edição: Bianca Paiva / Fran de Paula

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