Estudo mostra a história do cabelo afro no combate ao racismo

Socióloga fala sobre movimentos que reforçaram a cultura negra

Publicado em sexta-feira, 20 Novembro, 2020 - 10:04 Por Dayana Vítor - Brasília

''Eu amo meus cachinhos, eu adoro fazer tranças e penteados. Minha mãe me ensina a cuidar e me amar como eu sou”

Essa é a Ana Luiza, de seis aninhos, filha de Márcia Lima. A mãe procura ensinar a filha o quanto é bela por ser negra e ter cabelo afro.

Adriana Ribeiro também é negra de cabelos cacheados, proprietária de um salão afro. Lá, ela reforça nas clientes o desejo de valorizar as madeixas naturais. Mas, apesar disso, Adriana conta que ela mesma precisou passar por uma transição capilar porque, durante anos, usou os fios alisados.

Mas, por que mulheres negras como Adriana alisam seus cabelos por tantos anos? Segundo a dissertação de Mestrado, da socióloga, Anita Pequeno, desde a colonização do nosso país, com a chegada dos europeus, muitos tiveram que abandonar seus costumes e hábitos que representavam sua cultura.

A situação começou a mudar em 1930, ainda segundo a dissertação de Anita. Foi quando o teatro experimental do negro e a frente negra brasileira ajudaram a valorizar as características naturais dessa população.

Nos anos 60 e 70, foram os movimentos “black is beautiful” e “black power” dos Estados Unidos que reforçaram a importância da identidade, da cultura negra, e claro, dos cabelos naturais de negros em todo o mundo.

Depois disso, os salões afro passaram a crescer em vários países. A partir de 2012, o movimento de transição capilar aumentou no mundo.

De acordo com Anita, agora, cada vez mais mulheres negras entendem que mudar o cabelo valoriza sua beleza natural e ajuda na luta contra o racismo.

Com produção de Marcela Rebelo. 

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