Indicador de felicidade da FGV cai e é o menor da série histórica

Publicado em 15/06/2021 - 16:16 Por Lígia Souto, Repórter da Rádio Nacional - Rio de Janeiro

A desigualdade no Brasil alcançou nível recorde desde o início da pandemia da covid-19, há pouco mais de um ano. Ao mesmo tempo, os indicadores de felicidade chegaram, ao longo desse período, ao menor patamar. As conclusões fazem parte da pesquisa Bem-Estar Trabalhista, Felicidade e Pandemia, divulgada nesta terça-feira pela FGV Social, centro de políticas sociais da Fundação Getúlio Vargas.

O levantamento mostra a escalada da desigualdade a partir da diminuição da renda obtida com o trabalho e o aumento das percepções negativas. E revela que os impactos foram sentidos de maneira mais intensa pela parcela mais pobre da população.

O índice de Gini, que mede a concentração de renda, atingiu, nos primeiros três meses desse ano, o nível mais elevado da série histórica, iniciada em 2012. E enquanto a população em geral viu a renda média encolher 10,89% em um ano, os mais pobres perderam quase o dobro: 20,81%.

Os indicadores de felicidade também recuaram no país, em especial entre os mais vulneráveis. Para mensurar a felicidade, a FGV faz uma pesquisa de forma a avaliar a satisfação com a vida presente. Entre os 40% mais pobres, a queda foi 0,8 ponto; enquanto entre os 20% mais ricos, houve ligeira alta, de 0,1 ponto.

De acordo com Marcelo Neri, diretor da FGV Social e  autor do estudo, as perdas de postos de trabalho e, consequentemente de renda, foram determinantes nesse processo, já que estão diretamente relacionadas ao bem estar.

A queda na percepção de felicidade no Brasil foi maior do que a média registrada em 40 países, segundo dados processados por uma empresa norte americana de pesquisa de opinião e analisados pela FGV. Em 2020, o Brasil encerrou o ano com nota de 6,1, o menor ponto da série histórica iniciada em 2006. No restante do mundo, o índice permaneceu relativamente estável.

Edição: Vitória Elizabeth/ Beatriz Arcoverde

Dê sua opinião sobre a qualidade do conteúdo que você acessou.

Para registrar sua opinião, copie o link ou o título do conteúdo e clique na barra de manifestação.

Você será direcionado para o "Fale com a Ouvidoria" da EBC e poderá nos ajudar a melhorar nossos serviços, sugerindo, denunciando, reclamando, solicitando e, também, elogiando.

Denúncia Reclamação Elogio Sugestão Solicitação Simplifique
Últimas notícias
Geral

Há 45 anos, morria o pintor Di Cavalcanti

Di Cavalcanti foi um dos mais ilustres representantes do modernismo brasileiro e um dos idealizadores da Semana de Arte Moderna de 1922. Além de pintor, foi desenhista, ilustrador, muralista, caricaturista, escritor, jornalista e poeta.

Baixar arquivo
Saúde

Estações do BRT vão receber pontos de vacinação no Rio de Janeiro

A partir desta terça-feira, quatro estações do sistema BRT, ônibus articulados que circulam no município do Rio, vão receber postos itinerantes para aplicação da primeira e segunda doses da vacina contra a Covid.

Baixar arquivo
Educação

Educação: 91% da rede pública quer fazer faculdade, diz estudo da CNI

Pesquisa da Confederação Nacional da Indústria ouviu 2 mil alunos do Ensino Médio de São Paulo e Mato Grosso do Sul, que falaram sobre as mudanças no novo Ensino Médio que vão passar a valer em 2022. 

Baixar arquivo
Educação

Como lidar com a ansiedade na hora do Enem

À medida que o Exame Nacional do Ensino Médio se aproxima, aumentam a ansiedade e o nervosismo de muitos candidatos. O que é natural, já que o desempenho nessas provas pode definir o futuro profissional de muita gente.

Baixar arquivo
Meio Ambiente

Próximo à COP26, governo cria comitê sobre mudanças climáticas

Também foi criado nesta segunda-feira (25) o Programa Nacional de Crescimento Verde, coordenado pelos ministérios do Meio Ambiente e da Economia. A iniciativa tem como objetivo aliar a redução das emissões de carbono, conservação de florestas e uso racional de recursos naturais com geração de emprego verde e crescimento econômico.

Baixar arquivo
Economia

Estudo da UFSCar aponta que 3/4 do comércio de vizinhança é de comida

ma pesquisa da Universidade Federal de São Carlos, em São Paulo, analisou esse tipo de comércio, tanto em edifícios residenciais quanto em um condomínio de casas, de abril a novembro do ano passado. E descobriu que a cada quatro vizinhos comerciantes, três vendem algum tipo de alimento.

Baixar arquivo