Governo Bolsonaro construiu pouco mais de 42 mil cisternas

Publicado em 31/01/2023 - 14:33 Por Madson Euler - Repórter da Rádio Nacional - São Luís

Entre 2003 e 2018, o governo federal entregou 929 mil cisternas de água para consumo humano, uma média de 58 mil cisternas por ano.

De acordo com o Ministério da Assistência e Desenvolvimento Social, Família e Combate à Fome, ao longo dos quatro anos do governo do ex-presidente Jair Bolsonaro, foram construídas pouco mais de 42 mil, sendo no ano passado apenas 3.698 cisternas.

A pasta aponta que em 2022 houve o menor número de construções no período de um ano, desde que o programa foi criado. Cisternas maiores com capacidade de armazenar 52 mil litros de água, geralmente para uso na produção agrícola e instalação em escolas, não estão computadas no levantamento.

Em 1999, a ASA, Articulação Semiárido Brasileiro, criou o  Programa Um Milhão de Cisternas. A ASA é uma rede que reúne mais de três mil entidades civis de naturezas distintas como ONGs, associações de trabalhadores rurais, sindicatos, cooperativas e federações de trabalhadores agrícolas. Em 2003, o programa passou a receber recursos do governo federal, enquanto a ASA faz o mapeamento das famílias, a técnica da construção de cisternas e o treinamento para guardar e usar a reserva de água. Inicialmente, todas as famílias recebem uma cisterna de consumo que tem capacidade para 16 mil litros.

Naidson de Quintella Baptista, um dos coordenadores nacionais da ASA, destaca que milhares de famílias aguardam a chegada das cisternas para ter água para beber e diminuir a dependência de carros pipa, além de poderem começar a produzir animais e plantações para consumo e venda, o que traz também um impacto econômico positivo para o semiárido brasileiro.

O público do programa são famílias rurais de baixa renda atingidas pela seca ou falta regular de água, com prioridade para povos e comunidades tradicionais. Para participar, as famílias devem necessariamente estar inscritas no Cadastro Único para Programas Sociais do governo federal.

O Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome informou que aguarda a estruturação da pasta nos próximos dias para se posicionar sobre novas tomadas de decisão em relação ao Programa Cisternas no que diz respeito a mapeamento das famílias, aceleração na entrega de novas unidades e também na busca por recursos adicionais além do que foi aprovado no Projeto de Lei Orçamentária previsto para 2023.

Edição: Nádia Faggiani/ Renata Batista

Últimas notícias
Política

Lula assina demarcação de terras indígenas

Uma das terras indígenas demarcadas é em Aldeia Velha (BA). E a outra é em Cacique Fontoura (MG).

Baixar arquivo
Economia

Haddad antecipa volta ao Brasil e mira pautas econômicas no Congresso

Após participar da 2ª Reunião de Ministros da Fazenda e Presidentes de Bancos Centrais do G20, o ministro brasileiro ainda teria agenda com FMI, Banco Mundial e representantes europeus para assuntos econômicos. 

Baixar arquivo
Saúde

Gestores locais vão decidir sobre ampliação da vacina contra a dengue

O esforço é para que não se perca as doses que vencem dia 30 de abril. A ministra da Saúde, Nísia Trindade, faz apelo para que as famílias levem as crianças e adolescentes aos postos de vacinação. E confirmou que a segunda dose está garantida, para quem tomou a primeira.  

Baixar arquivo
Geral

Mulher que levou morto a banco permanecerá em prisão preventiva

Juíza considerou a gravidade da conduta, o que justificaria a prisão preventiva. A mulher alega que o tio estava vivo quando chegou ao banco, o que é desmentido pelo SAMU.  

Baixar arquivo
Internacional

G20: Haddad cobra recursos dos países para desenvolvimento sustentável

O ministro da fazenda lembrou que os países assumiram compromissos da Agenda 2030 da ONU. Entre eles, o combate à fome e a limitação do aumento da temperatura do planeta.

Baixar arquivo
Cultura

Dia Nacional do Livro Infantil: páginas de diversidade e liberdade

Os escritores Yaguarê Yamã e Priscila Obací contam como viraram escritores de livros infantis e sobre a responsabilidade de dar visibilidade às culturas indígena e negra na infância. 

Baixar arquivo