Substância tóxica presente em cerveja pode estar associada à doença misteriosa em Minas

Doença misteriosa

Publicado em 10/01/2020 - 11:44 Por Graziele Bezerra - Brasília

Um laudo da Polícia civil apontou a existência de uma substância tóxica em garrafas de uma cerveja artesanal recolhida na casa de pacientes atingidos por doença misteriosa em Minas Gerais.

 

Sete pessoas estão internadas e um homem morreu de causa ainda não identificada.

 

Os pacientes apresentam problemas gastrointestinais - como náuseas, vômitos e dor abdominal -, insuficiência renal aguda e alterações neurológicas – com paralisias e problemas na visão.

 

O dietilenoglicol é uma substância altamente tóxica, sem cor e adocicada que, ingerida, pode provocar respiração ofegante, aumento nas batidas do coração, possível toxidez aos rins, diminuição do volume da urina e forte acidose metabólica.

 

Mas o delegado da Polícia Civil de Minas Flávio Grossi disse que ainda não é possível afirmar se a substância encontrada é mesmo a causadora dos problemas nos pacientes. As amostras foram encaminhadas para a vigilância sanitária.

 

Sonora: "Não é possível à polícia civil ... porque essa substância... Considerando esse achado a polícia civil entendeu ser necessário a comunicação à vigilância... quais seriam as medidas a serem tomadas".

 

Por meio de nota a cervejaria Backer disse que o dietilenoglicol não faz parte do processo de produção de suas cervejas. A empresa informou também que, por precaução vai recolher os lotes L1 1348 e L2 1348 investigados pela polícia civil de Minas. A cervejaria afirmou que está à disposição das autoridades para auxiliar no que for necessário até a conclusão das investigações.

 

A Associação Brasileira de Cerveja Artesanal (Abracerva) reforçou a informação da Secretaria Estadual de Saúde de Minas Gerais de que as hipóteses para o surgimento da síndrome ainda não foram esclarecidas. E ressaltou que as normas para abertura e manutenção de fábricas de cervejas são bastante rigorosas a fim de evitar qualquer dano à saúde.

 

A Abracerva afirmou ainda que, somente por meio da investigação por órgãos competentes, já em curso, haverá a real explicação para o fato.

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