Mais uma vez, os desfiles das escolas de samba na Marquês de Sapucaí devem começar debaixo d’água. Mas, de acordo com o prefeito do Rio de Janeiro, Marcelo Crivella, o alagamento ocorrido no ano passado não deve se repetir, porque a prefeitura limpou o Rio Papa Couve, que passa por baixo do Sambódromo, para melhorar o escoamento da água da chuva.

“É difícil entrar nele, porque a gente não consegue andar em pé, mas os garis entraram e fizeram uma limpeza esmerada. O Papa Couve está limpinho. É ele quem vai receber toda as águas dos bueiros. Os bueiros estão limpinhos, não tem uma folhinha. Mas não custa nada a gente pedir às pessoas para não jogar papel no chão. Coloca no bolso. Temos diversas papeleiras e caixas de lixo, mesmo que seja no último degrau da arquibancada. Porque esse papelzinho vai correr para dentro do bueiro, vai entupir, e o pessoal que desfilar fica com água na canela”.
O prefeito afirmou ainda que a paralisação de um grupo de guardas municipais não ameaça a operação de Carnaval porque é um movimento isolado.
“Consciência, o espírito público e o sentimento de dever dos guardas municipais não permitem isso. O grupo é de 20 pessoas, e o nosso universo na Guarda são quase 8 mil; Somos orgulhosamente a maior Guarda Municipal do Brasil. E tenho notícias de que será armada agora, tem uma votação na Câmara. Já foram armados com arma de choque, foram bem treinados, e o próximo passo é a arma letal”.
Crivella visitou a avenida nesta sexta-feira para entregar as obras que foram feitas nos últimos meses. As melhorias tinham o objetivo de adequar o Sambódromo às exigências do Corpo de Bombeiros para que recebesse o alvará, problema que ameaçou os desfiles no ano passado. R$ 8 milhões em verbas federais foram investidos na reforma das arquibancadas, na construção de degraus e na troca da iluminação e da sinalização.