Prefeitura do Rio cumpre ação de despejo em casa que abriga LGBTI

Remoção de cerca de 50 pessoas ocorreu de forma pacífica

Publicado em segunda-feira, 24 Agosto, 2020 - 17:16 Por Lígia Souto - Rio de Janeiro

Lar de acolhimento e projetos voltados para a população LGBTI, a Casa Nem ocupava um prédio particular em Copacabana, na zona sul do Rio de Janeiro até esta segunda-feira (24), quando sofreu uma ação de reintegração de posse. 

A tropa de choque da Polícia Militar e a Guarda Municipal chegaram cedo ao local, que abrigava desde 2019 cerca de 50 lésbicas, gays, bissexuais e transexuais em situação de vulnerabilidade. 

A remoção aconteceu de forma pacífica, após um acordo feito entre o governo do estado e os integrantes da Casa Nem, que vão ocupar temporariamente uma escola, também em Copacabana, até que o imóvel cedido pela prefeitura no bairro de Laranjeiras, na mesma região, fique pronto para recebê-los.

A coordenadora do projeto, Indianare Siqueira, fez um discurso na sacada do prédio anunciando a decisão. Cada frase era repetida pelas pessoas presentes no ato, para que todos ouvissem.

Decretada pelo Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, a ação estava inicialmente marcada para o dia 27 de julho, mas foi suspensa por falta de condições técnicas. Também a inexistência de outro espaço para acomodar os moradores da Casa Nem ajudou no adiamento. 

A ação de despejo foi movida pelos proprietários do prédio. Em outubro do ano passado, a 15ª Vara Cível do TJRJ atendeu ao pedido pela primeira vez. Recursos contra a decisão foram negados e, no dia 18 de junho passado, a juíza Daniela Freitas expediu um novo mandado de reintegração de posse, por considerar o local inadequado para habitação.

A Casa Nem nasceu em 2016, como parte de um projeto de pré-vestibular comunitário, e já sofreu despejos anteriores, em endereços na Lapa, região central da cidade, e em Vila Isabel, na zona norte. 

 

Edição: Adrielen Alves

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