A FAB anunciou a reabertura parcial do espaço aéreo sobre a Terra Indígena Yanomami, em Roraima, para permitir a saída coordenada e espontânea de garimpeiros que atuam ilegalmente na região. A medida vai até a próxima segunda-feira, dia 13.
Segundo a Força Aérea Brasileira, foram criados três corredores aéreos. As aeronaves só podem voar dentro dos limites estabelecidos na Zona de Identificação de Defesa Aérea (Zida), que começou a vigorar no início da semana passada, após a edição de um decreto presidencial.
Setores de inteligência do governo federal e o próprio movimento indígena identificaram a fuga de garimpeiros da terra indígena nos últimos dias por terra e pelos rios.
Mas, como a principal forma de acesso ao território é por via aérea, a reabertura para os voos deve acelerar a saída desses invasores.
O descumprimento das regras envolve a adoção de medidas de policiamento do espaço aéreo que vão desde a identificação da aeronave, pedidos de mudança de rota e pouso obrigatório até tiros de advertência e os chamados tiros de detenção, que são disparos com a finalidade de provocar danos e impedir o prosseguimento do voo da aeronave transgressora.
Os garimpeiros comemoraram a medida, que vai facilitar uma resolução da crise com menor possibilidade de conflitos. A reabertura do espaço aéreo na área Yanomami era uma demanda do segmento.
Segundo o coordenador de articulação política do Movimento Garimpo é Legal, Jailson Mesquita, também é preciso manter as vias fluviais abertas para que os garimpeiros que estão de canoa e outras embarcações possam também deixar o território.
O ministro da Justiça e Segurança Pública, Flávio Dino, anunciou nessa segunda-feira (6) que haverá reforço das forças federais para retirada de garimpeiros ilegais.
Dino anunciou ainda que a operação de retirada de garimpeiros da terra Yanomami vai entrar numa fase policial, que prevê a destruição de equipamentos e prisões em flagrante. As ações vão ser realizadas pela Polícia Federal, Força Nacional e Forças Armadas, num contingente que deve superar 500 agentes. As investigações vão buscar os financiadores, donos e quem faz a lavagem do garimpo ilegal.
*com informações da Agência Brasil
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