Novos vídeos do caso do homem amarrado por furto em um mercado, na capital paulista, mostram como o suspeito foi contido pelos PMs.
O caso do homem que teve os pés e as mãos amarrados por policiais, acusado de furto em um mercado na zona sul de São Paulo, tem novo desdobramento. Imagens de câmeras corporais dos agentes e de sistemas de segurança revelam o momento em que Robson Rodrigo Francisco é abordado por agentes. O caso aconteceu no dia 4 deste mês.
No vídeo, uma policial pede a Robson para sentar-se na calçada para conversar com os agentes. Aparentemente alterado, Robson diz que só vai sentar se for contido à força. Então, quatro agentes tentaram contê-lo, mas ele resiste. A partir daí, não tem mais som, e o policial com câmera corporal ligada fica de costas para a ação.
No vídeo anterior, divulgado na semana passada, o homem aparece já amarrado com pés e mãos para trás, e depois o momento em que dois policiais conduzem o suspeito até uma maca e, posteriormente, o colocam assim no camburão da viatura.
Por causa dessa abordagem policial, a Associação Nacional da Advocacia Negra e o Grupo Africanize, que assumiram a defesa de Robson, informaram que esperam uma punição aos PMs, pelo Poder Judiciário. O advogado José Luiz de Oliveira Júnior justifica.
Em nota, a Secretaria da Segurança Pública paulista afirma que a divulgação das imagens das câmeras usadas pelos policiais, ao contrário do que foi noticiado, demonstra que o equipamento não foi desligado e registrou toda a ação. Mas acrescenta que os seis policiais envolvidos na abordagem permanecem afastados do trabalho operacional. O caso é acompanhado pela corregedoria da instituição.
Robson está preso preventivamente, e virou réu na Justiça por furto, resistência à prisão e corrupção de menor de idade. O outro suspeito do furto, Ademario Bernardo, foi preso, mas já está liberado. Já o adolescente de 15 anos, apreendido na mesma ação, segue internado na Fundação Casa.





