Micos-leões-dourados e araras-azuis-de-lear traficados são repatriados

Publicado em 27/02/2024 - 12:38 Por Gabriel Correa - Repórter da Rádio Nacional - São Luís - MA

Dezessete micos-leões-dourados e doze araras-azuis-de-lear foram trazidas de volta ao Brasil nesta semana, após missão de repatriação realizada em conjunto pelos Ministérios do Meio Ambiente, das Relações Exteriores, junto com a Polícia Federal. As duas espécies são protegidas pela Convenção sobre Comércio Internacional das Espécies em Perigo de Extinção. Os animais foram apreendidos na República do Togo, em uma embarcação que saiu do Brasil rumo ao Benin, país também localizado na costa ocidental africana.

Os quase 30 animais foram localizados há duas semanas na cidade de Lomé, capital do Togo, em um veleiro de bandeira brasileira abordado por policiais locais após apresentar problemas. Quatro homens foram presos em flagrante: um uruguaio, um surinamês, um brasileiro e um togolês.

Segundo o presidente do Ibama, Rodrigo Agostinho, foi uma corrida "contra o tempo" para salvar os animais. O Ibama enviou veterinárias e analistas ambientais, levando rações, sementes e medicamentos. Eles encontraram as araras sob estresse, e os micos, cobertos de óleo de motor, desnutridos, gripados, com sarna e outras doenças de pele. Três deles morreram na embarcação, segundo a polícia marítima local. Outros seis, estavam em estado grave. Os animais foram levados para a casa do embaixador do Brasil no Togo, onde uma UTI veterinária teve que ser improvisada.

A aeronave trazendo as espécies de volta para o Brasil pousou no Recife primeiro, e os micos-leões foram transferidos para o Rio de Janeiro. As araras-azuis, para São Paulo. Os animais passarão por avaliação sanitária, exames e reabilitação em instituições especializadas. 

Segundo o Ministério do Meio Ambiente, após a quarentena e a reabilitação, será avaliado se os animais terão condições de serem devolvidos à natureza.

O Ministério das Relações Exteriores informou que o governo brasileiro agradeceu ao Togo pela cooperação e reiterou a importância dos compromissos internacionais para conservação da biodiversidade e da repressão ao tráfico de espécies da fauna e da flora. O caso continua sob investigação, para identificar todos os responsáveis pelo crime.

Edição: Rádio Nacional/ Marizete Cardoso

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