Mais de 69 brasileiros que estavam em Israel quando a guerra começou chegaram ao Brasil nesta sexta-feira (14).
A primeira escala em território nacional foi em Recife, onde cinco repatriados desembarcaram. Os outros 64 seguiram para São Paulo.
A primeira pessoa a desembarcar foi Evelin Marchesano, de 67 anos. Ela não segurou a emoção. Antes mesmo de fazer a imigração na polícia federal, correu até o Hangar da FAB para encontrar o filho que a esperava.
Reencontrar a mãe também foi um alívio para Thiago que também está preocupado com a irmã e espera a solução para esse conflito que dura décadas.
Já a jogadora de vôlei Beatriz Palmieri, de 29 anos, tinha se mudado há duas semanas para Israel para jogar em um clube local. Aí vieram os ataques e ela desistiu dos planos, mas não tinha passagem de volta.
Malvina Rojz, de 54 anos, que esperava o retorno da sobrinha, elogiou a ação de repatriação, mas reclamou da postura do governo brasileiro frente ao conflito.
Segundo o Itamaraty, o governo brasileiro segue as avaliações do Conselho de Segurança das Nações Unidas para classificar grupos como terroristas. E o Conselho não enquadra o Hamas como terrorista.
Com o vôo que chegou nessa sexta-feira, chega a 494 os brasileiros já repatriados. Ao todo, cerca de 2.700 pediram ajuda para voltar ao Brasil. Além de repatriar brasileiros em Israel, o governo negocia a criação de um corredor humanitário para resgatar pelo menos 22 brasileiros que estão na Faixa de Gaza.




