
Controlada pelo multibilionário Elon Musk, a rede social X, anteriormente conhecida como Twitter, tem acumulado atritos com autoridades de diversos países, incluindo Brasil, Austrália, Inglaterra, União Europeia, Venezuela.
Na União Europeia, a Comissão que investiga abusos de plataformas digitais afirmou que a rede social X está em descumprimento da legislação, o que pode resultar em uma multa de até 6% do faturamento anual da empresa.
Na Austrália, o primeiro-ministro Anthony Albanese chamou Musk de um “bilionário arrogante que pensa que está acima da lei” após a rede social X se recusar a apagar um vídeo de uma tentativa de assassinato de um bispo, que, segundo as autoridades, estava incentivando a violência no país.
Por outro lado, na Turquia e na Índia, a empresa tem removido conteúdos e suspendido contas sem que Musk acuse os países de censura.
A especialista em direito digital Bruna Santos, da ONG Digital Action, destacou que o comportamento de Musk varia de país para país, conforme os interesses do empresário. Enquanto no Brasil, União Europeia e Austrália Musk acusa as autoridades de censura por exigirem a moderação ou exclusão de conteúdos considerados ilegais, na Índia e na Turquia ele não faz esse tipo de acusação.
Na Índia, um documentário crítico ao primeiro-ministro Narendra Modi foi removido da rede social a pedido das autoridades. Em entrevista à BBC, Musk disse que desconhecia a exclusão do documentário, mas afirmou que as leis da Índia são rígidas e que a rede social X precisava respeitar as normas do país asiático.






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