ANA destaca importância da recuperação de reservas hídricas no Brasil

Publicado em 14/09/2021 - 17:09 Por Daniella Longuinho - Repórter da Rádio Nacional - Brasília

A recuperação das reservas hídricas brasileiras será determinante para o atendimento aos usos múltiplos da água no país no período seco do próximo ano, incluindo a geração hidrelétrica. Esse cenário se dá em meio às incertezas quanto as chuvas nas principais bacias hidrográficas do país, como destacaram dirigentes da ANA, Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico, durante reunião colegiada nessa segunda-feira.

Desde 2012, diferentes regiões brasileiras enfrentam situações de escassez hídrica, que são monitoradas pela ANA. Mas, apesar da crescente preocupação com os recursos hídricos, o momento atual não é o pior do histórico de medições na maioria das bacias hidrográficas brasileiras, de acordo com a agência.

Segundo o Superintendente de Regulação da ANA, Patrick Thomas, apesar de a estiagem de 2021 ser considerada pelo setor elétrico como a pior em 91 anos - tendo em vista a dimensão hidro energética do Sistema Interligado Nacional –, do ponto de vista hidrológico, o país já viveu situações piores na série histórica.

O dirigente salientou que mesmo em condições climáticas desfavoráveis, os sistemas hídricos que têm regras estabelecidas, como é o caso do São Francisco, Paraíba do Sul e Cantareira, estão em uma situação mais confortável que outros sistemas próximos e, por conta disso, não apresentam crise hídrica

Patrick Thomas também explica que já na região hidrográfica do Paraná, que desde junho deste ano teve declarada situação de escassez de recursos, com validade até 30 de novembro, a situação permanece de seca extrema.

Segundo a Agência Nacional de Águas, não há impacto de falta de água na região da Bacia do Paraná, exceto em áreas de cabeceira, como os rios Meia Ponte e Piancó, em Goiás, que abastecem as cidades de Goiânia e Anápolis, onde já há regras de restrição para usos não prioritários.

Por outro lado, já estão ocorrendo impactos sobre a geração hidrelétrica, a navegação e o turismo decorrentes da redução dos níveis dos reservatórios na região hidrográfica do Paraná.

Em dezembro deste ano entram em vigor regras de operação da bacia do Rio Tocantins. E a ANA já discute novas condições de operação para a bacia do rio Paranapanema. Para o ano que vem serão elaboradas regras para as bacias dos rios Paranaíba e Grande, que fazem parte da Bacia do Rio Paraná.

Edição: Roberto Piza / Beatriz Arcoverde

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