Pesquisadores da UNB estudam proteína capaz de proteger os pulmões

Ela já foi estudada no combate ao HIV; intenção é aplicar à covid-19

Publicado em 11/01/2021 - 09:14 Por Beatriz Evaristo - Brasília

Várias substâncias já foram testadas no tratamento da Covid-19. Um estudo da Universidade de Brasília aponta uma proteína conhecida pelos especialistas que pode ser promissora contra os sintomas e evitar complicações clínicas da infecção pelo novo coronavírus.

O doutor em virologia molecular e docente do Departamento de Farmácia da UnB, Enrique Argañaraz, explica como a proteína alfa-1-antitripsina age no corpo humano.

“Ela tem vários efeitos. Primeiro, evita que o vírus infecte à célula. É como a vacina. A vacina também monta um sistema imunológico e evita que o vírus infecte a célula. Esse seria o primeiro efeito dessa droga. O outro que também é muito interessante é que ela tem o efeito de inibir a inflamação e a coagulação, que são os principais sintomas clínicos da pessoas que pioram. Então, a pessoa que piora tem uma inflamação aguda e tem uma coagulação intravascular disseminada; e leva a pessoa a óbito.”

A alfa-1 antitripsina é produzida no fígado e tem como função proteger os pulmões de inflamações e também de infecção viral, como o HIV, por exemplo. 

O pesquisador integra um grupo que já havia trabalhado com essa proteína em pesquisas relacionadas ao HIV e agora pretendem verificar a eficácia dela contra o SARS-Cov-2.

“Então, a pergunta agora é saber se o mesmo pedaço que inibe a infecção pelo HIV também poderia inibir a infecção pelo SARS. Por que isso? Porque seria mais fácil em termos de produção, custos. A antitripsina é uma droga que se vem usando há trinta anos e não tem nenhum efeito colateral e, na dosagem necessária, também não tem nenhum efeito colateral.”

Por enquanto, o estudo foi realizado a partir de uma revisão científica. Os pesquisadores analisaram os resultados de pesquisa da UnB e publicações de artigos científicos sobre o novo coronavírus. Para avançar para a segunda etapa, em laboratório, os pesquisadores precisam de investimentos.

 

 

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